É o TEMPO
E NÃO A MORTE...
I
Rasguei o Oceano
Do(no) tempo
De menino
Com o corpo
Ainda pujante
Sob o olhar
Indiferente
De qualquer semelhante,
Para abraçar
O magnânime
De encontro ao perfil e ao meu nome.
II
A casa do bosque
Com o seu meigo toque,
O seu Retoque
E requinte,
Passa amiudadamente
No meu semblante,
Deixando-me ainda mais triste
Na antiga metrópole,
No estigma
Da minha pele,
Na minha alma.
III
O tempo
Pungente
No meu corpo,
O espaço sufocante,
Ambos contribuem
Para a deformação do homem(deste)
(Que, na vida),
Só o desaire,
Só o desastre
Existem.
IV
Cantarei
O fado,
Cantarei
Merengue,
Cantarei
Morna,
Cantarei
Batuque
(...),
Para esquecer o doloroso,
O menosorezado
Do mundo
E da acção citadina.
V
Bandjumpor,
Em Utiacor,
O teu nome,
É o invólucro
Do meu ser
Que jamais poderei esquecer;
O teu nome
É a recordação
Das recordações
Do meu coração
Que não são
Visões!
VI
Nas horas
Mortas,
Nas horas
(...) Chacinadas,
Nas horas
Ocas,
Nas horas
De silêncio,
Ressucitas
Da mente
(minha?) Renovada,
Da mente rejuvenescida.
VII
És o nada,
Quando
O tudo
De entre estado
Em voga
Me persegue.
És a vida
Sonhada
No recôndito matizado
De um definível coração.
VIII
O mundo
Arruinado,
É o mundo
Gerninado
Do bem
E do mal,
De um homem,
De um sábio animal,
Que, com as suas
Próprias
Mãos,
Semeou a sua
Própria
Destruição.
Lisboa, Av. Antóbio José de Almeida,...23/02/1985.
MATTOS(NDO)

Sem comentários:
Enviar um comentário