segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

 A MALHA

DA ABELHA

NÃO BRILHA...


I


A abelha

Raramente falha

No que trilha,

No que trabalha,

Porque nada vem ao calhas

Nas milhas

Do seu destino

Ou no seu plano...


II


A abelha

Espalha

A sua trelha,

Como o trolha 

Executa a sua parede

Na sua totalidade,

Como algo para a eternidade...


III


Em Londres

Sem o som dos pares,

Sem o jogo

Das cores,

Sem o fogo

De artifícios,

Em virtude dos malifícios

Do Corona (vírus)

Que condena

As famílias

Ao respeito das distâncias,

Ao" social distancing"

Referido em cada" briefing"...


IV


A Dona abelha 

Ralha 

Por cada migalha 

Que cada filha

Espalha,

Desperdiça

Nesta época

Da doença

Endémica,

Pandémica.....


.v


A tinta 

Que o sr. Manuel,

Com a caneta,

Deita

E espalha

Em cada papel,

Em cada folha

Não é só o privilégio,

Bem como o prestígio,

Até de modo geral,

O plágio

Cultural

E civilizacional...


VI


Tento,

Em pensamento

Restrito

E lato,

Transmitir o que apoquenta

E inquieta

Cada sociedade

E em geral, a humanidade

Neste tempo 

Em que o Corona

Domina

Em cada campo

Da atividade...


VII


Quero

Substituir,

Quero 

Fugir

Da palavra "Pandemia",

O pavor

Que nos tirou o sono,

Por" harmonia",

"Amor",

Neste Novo Ano

Com mais esperança,

Força,

Fulgor

No labor

Quotidiano...


(Continua)


Londres (Stamford Hill,  Hacney Central, Friday , 3:00), 01/01/2021

                                                            KK

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