INOCENTES
SEM
HORIZONTES
I
Canções
Que embalam
Corações
Que jubilam
Unicamente
Pelo presente;
Àqueles
Inocentes
Sem horizontes;
Àqueles
Que não têm sorte
No seu percurso
E no seu espaço.
II
Limitados,
Acocorados
E absortos
Pelos contextos
Pessoais,
Temporais
E espaciais,
Têm a síncope
Que os interrompe
E impede
O seu supremo
Voo
Íntimo,
Para a satisfação
Na elevação
Da sua aspiração.
III
O refrão
Daqueles que terão
A mesma
Ambição,
A mesma
Missão
De partilhar
E não enxovalhar
Os que não têm a mesma
Oportunidade
De propriedade,
Na mesma
Sociedade.
IV
A crise
Que afetou o país,
Portugal,
Fez com que cada qual
Fugisse
Para a outra
Parte,
Para outra
Terra,
Tentando a sua sorte,
E “só ficaram
Os inocentes”(1)
Para trás,
Porque não reúnem os requisitos
Necessários para a aventura
Noutros cantos.
Eis a éverdade
De La Palisse,
Mas que pode
Ter outra
Face.
1. Afirmação de um imigrante em Portugal.
PÓVOA DE SANTO ADRIÃO ( SÁBADO- PINGO DOCE, 11H43 MINUTOS), 02 DE JANEIRO DE 2016.
KANKAMBALL (NDO)

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