terça-feira, 3 de janeiro de 2023

 INOCENTES

SEM 

HORIZONTES


I


Canções 

Que embalam

Corações

Que jubilam

Unicamente

Pelo presente;

Àqueles

Inocentes 

Sem  horizontes;

Àqueles

Que não têm sorte

No seu percurso

E no seu espaço.


II


Limitados,

Acocorados

E absortos

Pelos contextos

Pessoais,

Temporais 

E espaciais,

Têm a  síncope

Que os interrompe

E impede

O seu  supremo 

Voo

Íntimo,

Para a satisfação

Na elevação

 Da sua aspiração.


III


O refrão

Daqueles que terão

A mesma 

Ambição,

A mesma 

Missão

De partilhar

E não enxovalhar

Os que não têm a mesma 

Oportunidade

De propriedade,

Na mesma

Sociedade.


IV


A crise 

Que afetou o país,

Portugal,

Fez com que cada qual

Fugisse

Para a outra

Parte,

Para outra

Terra,

Tentando a sua sorte,

E “só ficaram

 Os inocentes”(1)

Para trás,

Porque não reúnem os requisitos

Necessários para a aventura

Noutros cantos.

Eis a  éverdade

De La  Palisse,

Mas que pode

Ter outra 

Face.


1. Afirmação de um imigrante em Portugal.


PÓVOA DE SANTO ADRIÃO ( SÁBADO- PINGO DOCE, 11H43 MINUTOS), 02 DE JANEIRO DE 2016.


                                               KANKAMBALL (NDO)

Sem comentários:

Enviar um comentário