ME ATREVO
E ESCREVO
O QUE DEVO
E NÃO DEVO,
SOBRE O MEU POVO...
I
Não é um mal,
É normal
Refletir
Sobre o nosso sentir,
A paixão
Que o nosso coração
Aduba,
Reserva
E guarda,
Como parte
Integrante,
Que faz parte
Do nosso imaginário,
Necessário
À nossa sobrevivência,
À nossa existência
Como um todo
Unido
E coeso,
Para o nosso
Progresso.
II
Escrevo,
Sou obrigado
A escrever,
Porque me apraz
Transmitir
A paz
Do meu interior,
A paz
Do meu espírito,
Comunico
O que sinto
Em cada momento,
Sem a cabeça
Em baixo,
Sem qualquer complexo
E com muita esperança;
Escrevo
Tudo
O que diz respeito
Ao meu relacionamento
Com os meus semelhantes,
Com os meus parentes
E com todos os que estão ao meu redor,
Com muito
Prazer,
Afeto
E muito
Amor.
III
Não se trata
Da presunção
Da minha parte,
Exibicionismo,
Protagonismo,
Mas sim, o deleite,
O que muito encanta
A minha alma
Que ama
O seu próximo.
IV
O que hoje
Escrevo,
Não é apenas fatos
Atuais,
Mas já vem de muito
Longe,
É o produto
Acumulado
De muitas décadas,
De experiências
Vividas
Pessoalmente
Ou colectivamente,
Tanto a nível pessoal,
Familiar
E profissional,
Diria, são vivências civilizacionais,
Geracionais.
V
A escrita,
Finta
A minha desdita,
Relata
O que me encanta,
O que não me encanta,
O que me deslumbra
Em cada hora,
Me levanta
Quando estou na penumbra
Ou na sombra
E me projeta
Para novos
Horizontes
Distantes,
Novos
Objetivos
Diferentes,
Para combates
Em várias frentes,
Com dinamismo
E muito ânimo.
VI
A escrita
Me relaxa
E não me deixa
Triste
Perante
Qualquer acontecimento,
Ato
Ou facto;
Me excita,
Me chuta
A ultrapassar
Todas as contrariedades
E dificuldades;
Faz -me acreditar
Que é possível
Contornar
Tudo o que apriori,
Nos parece impossível;
A escrita
Me anima
Coloca- me em cima
Como o poeta
Solta
Cada palavra
Numa determinada hora
E me exorta
A ir à procura
Do bom,
Do melhor
Num tom
De um dom,
Dum senhor...!
VII
Tudo isso,
Sucesso
Ou insucesso,
Depende do esforço
Em cada processo,
Não ao acaso,
E o devo,
Ao meu povo...!
VIII
Rezo
E peço
A Deus,
O Pai
Dos Céus
E da Terra,
Protejai
Os meus,
Toda,
Cada criatura
Que vai
À procura
Do um destino
Benigno!
Levantai
Àquele que cai,
Levanta e vai
Ainda
Mais com a esperança,
E avança
Com coragem
E determinação,
Com uma nova roupagem,
Para uma nova aprendizagem,
Duma nova lição,.l
Tudo o que o Senhor determina
Ensina
Com um pendor,
Para a caminhada
Da vida...
(Continua)
BRANDOA ( 19:30, sexta-feira), 07/07/2023.
KK (NDO)

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