sexta-feira, 7 de julho de 2023

 ME ATREVO

E ESCREVO

O QUE DEVO

E NÃO DEVO,

SOBRE O MEU POVO...


I


Não é um mal,

É normal

Refletir

Sobre o nosso sentir,

A paixão

Que o nosso coração

Aduba,

Reserva

E guarda,

Como parte

Integrante,

Que faz parte

Do nosso imaginário,

Necessário

À nossa sobrevivência,

À nossa existência 

Como um todo

Unido

E coeso,

Para o nosso 

Progresso.


II


Escrevo,

Sou obrigado

A escrever,

Porque me apraz

Transmitir

A paz

Do meu interior,

A paz 

Do meu espírito,

Comunico

O que sinto

Em cada momento,

Sem a cabeça

Em baixo,

Sem qualquer complexo

E com muita esperança;

Escrevo

Tudo

O que diz respeito

Ao meu relacionamento

Com os meus semelhantes,

Com os meus parentes

E  com todos os que estão ao meu redor,

Com muito

Prazer,

Afeto

E muito

Amor.


III


Não se trata

Da presunção

Da minha parte,

Exibicionismo,

Protagonismo,

Mas sim, o deleite,

O que muito encanta

A minha alma

Que ama

O seu próximo.


IV


O que hoje

Escrevo,

Não é apenas fatos

Atuais,

Mas já vem de muito

Longe,

É o produto

Acumulado 

De muitas décadas,

De experiências

Vividas 

Pessoalmente

Ou colectivamente,

Tanto a nível pessoal,

Familiar

E profissional,

Diria, são vivências civilizacionais,

Geracionais.


V


A escrita,

Finta

A minha desdita,

Relata

O que me encanta,

O que não me encanta,

O que me deslumbra

Em cada hora,

Me levanta

Quando estou na penumbra

Ou na sombra

E me projeta

Para novos 

Horizontes

Distantes,

Novos 

Objetivos

Diferentes,

Para combates

Em várias frentes,

Com dinamismo

E muito ânimo.


VI


A escrita

Me relaxa

E não me deixa

Triste

Perante

Qualquer acontecimento,

Ato 

Ou facto;

Me excita,

Me chuta

A ultrapassar

Todas as contrariedades

E dificuldades;

Faz -me acreditar

Que é possível

Contornar 

Tudo o que apriori,

Nos parece impossível;

A escrita

Me anima

Coloca- me em cima

Como o poeta

Solta

Cada palavra

Numa determinada hora

E me exorta

A ir à procura

Do bom, 

Do melhor

Num tom 

De um dom,

Dum senhor...!


VII


Tudo isso,

Sucesso

Ou insucesso,

Depende do esforço 

Em cada processo,

Não ao acaso, 

E o devo,

Ao meu povo...!


VIII


Rezo

E peço 

A Deus,

O Pai 

Dos Céus

E da Terra,

Protejai

Os meus,

Toda,

Cada criatura

Que vai

À procura 

Do um destino

Benigno!

Levantai

Àquele que cai,

Levanta e vai

Ainda

Mais com a esperança,

E avança

Com coragem

E determinação,

Com uma nova roupagem,

Para uma nova aprendizagem,

Duma nova lição,.l

Tudo o que o Senhor determina

Ensina

Com um pendor,

Para a caminhada

Da vida...


(Continua)


BRANDOA ( 19:30, sexta-feira), 07/07/2023.


KK (NDO)


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