A CRIATURA
ESPERA
PELO QUE ASPIRA...
I
Hoje,
Bem longe
Dos que me amam,
Espero
Que os que me detestam,
Se afastem
De mim
E fiquem
No confim
Do mundo
Como se estivessem
No passado
Bastante longínquo
Deste indivíduo .
II
Eu levo,
A vida,
Tal
E qual
Escrevo
Em cada
Banda,
Em cada
Esquina,
Em cada
Tribuna
Com alegria,
Honradez
Como aquele que me fez
Há muitas
Décadas
Naqueles lugares
Alegres,
Bonitas,
Povoadas
Pela maioria
Dos beafadas.
III
Uma aspiração
Com muita
Moderação
De sujeito
Modesto
Que habita
Junto
Ao rio Tejo,
Com um desejo
Ardente
De atingir um horizonte
Bastante
Cosmopolita
Como um apologista
Do amor
Imenso,
Ardor,
Muito intenso,
Porque é um altruísta.
IV
Louvado
Seja
Aquele que é levado
Pelo amor
Incolor
Ao redor,
Emissor,
Difusor
Do calor
Ao seu próximo
Ao máximo,
Esteja
Onde estiver
A viver!
V
Poema
É próprio
De quem ama,
Que detesta sofrimento,
Que detesta
A dor,
O martírio,
O horror
De que pisa,
Martriza
Os outros
Nos encontros
Que efetua
Na rua
Ou em qualquer lugar
Que for,
Que chegar...!

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