sábado, 27 de agosto de 2022

 

ALILI LI/SUMA CATCHU/ NA MON DI MININUS!

I

Nas mãos daqueles que têm paixão,
Que têm coração,
Que têm compaixão,
Está o menino Ndo.

II

Fazem dele
O que querem,
O que entendem.

II
Não há
Voltas a dar,
Não há
Nenhuma alternativa.

IV

O prognóstico
Previamente
Reservado
Ao manjaco
Chamado
Ndo.

V

Deus
Quis
Que assim fosse
O meu destino,
O deste menino!

VI

Enquanto
Tiver
Folgo
E viver,
Folgo
No encanto,
No canto
Que a Providência
Me concede
Na vivência
Desta sociedade,
Desta humanidade.

VII

Os familiares
E amigos
Se afastaram,
Porque não encontraram
Benesses,
Nem regos
Em que pudessem trazer
Ou colher
Benefícios,
Ou negócios,
Nem tão pouco artifícios
E ofícios.

VIII
O mundo ruiu
Sobre o mundo
Que construiu,
O corolário
Do sacrifício
Levado durante
Muitos anos
No seu subconsciente
Por entre os oceanos!

IX

Tão pequenino
E insignificante,
Vai marchando
Pachorrentamente(paulatinamente)
Por entre brechas
E brechas
À procura
Do seu bem-estar,
Numa palavra,
À sua sobrevivência
Para suportar
A violência
Por entre os que restam
Dos que lhe amam.

X

O fim do mês
Que, de quando
Em vez,
Que vem surgindo,
Nada mais traz
Como a paz.

XI

O vinte e três
Vem e passa rapidamente
Sem me aperceber
Da sua chegada,
Da sua vinda
Alegre e pungente
Como já não sou um ser.

XII

É tudo
Estranho,
Quando nada fica
Do sonho
Da tribo manjaca,
Da geração "bantumbi"!
Nem sequer a barraca !

PRIOR VELHO(RUA DE MOÇAMBIQUE, LOTE 137- 2º DTº), O3 DE AGOSTO DE 2011-


MATTOS (NDO )

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