UM REPTO
AOS MEUS CAROS CONCIDADÃOS:
O VOLUNTARIADO
PARA A GUINÉ-BISSAU!
Como cidadão/ preocupado/ com a sua nação/, venho fraternalmente/ através deste/ meio, lançar um repto: voluntariado para a Guiné-Bissau!
Eu, que nada fiz/ para aquele país/ que me viu a nascer/ e crescer/, gostaria de voltar/regressar/, a fim de dar o meu quinhão/, a minha contribuição/ para a construção/reconstrução/ daquela Nação/ do meu embrião/.
Eu queria/terminar os meus últimos dias naquela terra, a fim de me sentir real e totalmente realizado como pessoa e compensar o que aquela Nação e os meus familiares fizeram para que eu, hoje, pudesse pelo menos, ter a consciência de estar a escrever e a refletir sobre à minha Nação principalmente e sobre os seus problemas. Muito me dói ouvir falar mal do meu país, pois, é como se alguém falasse mal de mim, isto é, me acusasse indiretamente ou pessoalmente.
O voluntariado para fazer/ com que o país se evolua/, se desenvolva/ e permita/ devolver/ a dignidade/ e a felicidade/ que aquela gente humilde/ e alegre merece!
O objetivo é tirar a Guiné da situação em que, ironicamente, não consegue desvincular-se/ e desenraizar-se: da instabilidade, da corrupção, da inércia, do nepotismo, do clientelismo, do egoísmo, da apropriação indevida da “coisa pública”, da falta de respeito para com a pessoa humana, etc, etc.
Dói-me,
Mói-me
Tudo o que se passa,
E grassa
Naquele lindo país,
Naquele canto maravilhoso
Dos meus pais,
Naquele paraíso
Da criação,
Da nossa geração
Que está em degradação,
Que está em podridão,
E que urge e se torna preciso,
À sua recuperação
Como uma grande Nação!
Há bom pouco tempo, nas minhas reflexões soltas, neste mesmo espaço/, que chamo/denomino de laço/, tinha solicitado aos Excelentíssimos senhores da governação/, da Nação/,
respetivamente, o sr. Vaz e o sr. Pereira, que dessem/ mãos/, que andassem de mãos / dadas como irmãos/, a fim de permitir a paz à nossa terra! Mas, infelizmente, esse meu apelo não teve o efeito necessário, desejado, não teve o eco esperado nos meus irmãos que conduziam o destino da nossa Nação.
Estou disposto,
Neste (meu) repto
A encontrar irmãos
Para aprofundarmos
Reflexões
Com o intuito
De encontrarmos
A plataforma
De entendimento
E de resolução
Do problema
Que afeta à nossa Nação.
Tenho saudades do tempo que não volta mais, do tempo que apenas está na minha consciência, o tempo é apenas de reminiscência da infância, da adolescência/, da juventude, da minha mocidade, naquela bela cidade de Canchungo, sobretudo da Rotunda de Três Luz.! Mas não é da saudade que aqui venho falar. Venho falar duma realidade/ preocupante atualmente/, para todos aqueles que amam realmente/ aquela terra, venho falar do meu repto sobre o voluntariado para a Guiné-Bissau. Voluntariado como aquele que efetuei nos meus tenros 17 anos em Canchungo, dando aulas debaixo duma frondosa árvore, duma mangueira, ensinando e instruindo os meus conterrâneos/compatriotas mais novos, o ABCD . Sentia-me muito feliz naquela altura, por estar a ajudar os meus irmãos! Sentia-me muito feliz, porque fazia algo útil a minha comunidade, à minha sociedade. Sentia-me feliz também, por saber que estava a compartilhar o mesmo espaço, numa sala contígua, com o meu antigo professor primário, o ilustre professor Antero Sampaio da Cruz, dando aulas aos mais pequenos, na antiga Escola Primária da Missão Católica. Oh! Que bom recordar/ e voltar/ a viver/ com o prazer/ o tempo que não volta!
Eu sei e estou perfeitamente/ consciente/ que é fácil/ dizer/, falar/ sobre o que vamos/ ou devemos/ fazer/. Mas, na hora da verdade, torna-se difícil/, a sua efetivação/, a sua concretização/, pois, muitas das vezes, caímos no mesmo/ erro, no mesmo/ circuito, no mesmo esquema/, no mesmo/ sistema/ e sermos/tornarmos/ ainda mais corruptos que os que encontamos/, que os atuais, que os anteriores. É preciso, sim, A DIGNIFICAÇÃO DO APARELHO DO (DE) ESTADO, UM ESTADO NA VERDADEIRA ACEÇÃO DA PALAVRA.
DO
CIDADÃO
“NDO”,
PREOCUPADO
COM A SITUAÇÃO
DA SUA NAÇÃO.
PÓVOA DE SANTO ADRIÃO ( SEXTA-FEIRA - 12H05 MINUTOS), 14 DE AGOSTO DE 2015.
KANKAMBALL (NDO)

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