O GALO CANTA
E TODO O MUNDO SE LEVANTA!
I
O galo
Canta
E todo
O mundo
Se levanta
Para a habitual luta,
Para a habitual labuta,
A jornada
Da comida,
Que a barriga
Obriga.
II
Levanto-me
Para fazer o mesmo,
Embora seja
Do outro jeito,
Do outro âmbito,
O mesmo rumo,
Que toda a gente deseja
E se resume:
A saúde,
A felicidade.
III
Ninguém fica
Atrás,
A não ser àquele
Que é incapaz,
Áquele
Que está na maca.
IV
A melodia
Do galo
Em cada dia,
Desperta cada "rolo"
Do seu sono
Profundo,
Sair do seu lodo
Para o embate quotidiano.
V
O barco
Do manjaco
Está atracado
No porto,
Pronto
Para o outro lado,
Para o outro mundo
Desconhecido,
Quiçá, para o conhecido,
Lá do Oceano Atlântico.
VI
Embalados
Na corrida,
Na correria,
Não devemos,
No entanto,
Esquecer os que ficaram atrás,
Àqueles irmãos,
Cujas mãos,
Ficaram impossibilitados
De seguirem a mesma labareda,
Em virtude da sua parca tesouraria,
Ou por serem enfermos
E não foram capazes de seguirem o mesmo trajeto,
A mesma trajetória
Dos demais.
Temos que lhes desejar a paz!
CATUJAL (UNHOS, 3ª-FEIRA, 04H30 MINUTOS), 26 DE AGOSTO DE 2014.
KANKAMBAL MATTOS (NDO)

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