SEM CHUVA,
SEM REGA,
SÓ RESTA
A SECA...!
I
É o castigo
Imposto
Pelo inimigo,
Ou a é a raiva pelo desrespeito
E incumprimento
Do acordo
Estabelecido
No passado,
Com o patronato,
Ou desprezo pelo Teu mandamento
Que causa o nosso sofrimento
Neste momento
Funesto?!
II
Incrédula,
A bela
Gazela
Da minha sanzala
Já não segue a estrela
Que iluminava com a sua vela
Incandescente
Que faz parte
Integrante
Do território
Onde navega o rio
Que não deixava nada sombrio...?
III
Hoje,
Bem longe
Do que habitualmente
Fazia o pastor com a sua manada,
Vê-se por todo
O lado,
O gado
Prostrado
No chão tórrido
Por escassez do líquido,
Da água
Do rio que desagua
Nas proximidades
Das nossas localidades...!
IV
E o povo?
O que lhe resta,
Senão o êxodo
Para as grandes
Cidades,
Indo oferecer o seu seu cabedal
A fim de salvar
A morte certa da sua família
Que podia
Morrer de asfixia
Ou de agonia,
Sem alegria
E folia...!
(Continua)
Brandoa (Amadora, segunda-feira, 05:23), 08/08/2022.
KK(NDO)

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