QUEM NÃO SE LEMBRA
DA QUINTA DE S.A. DA SERRA?
PELA ÂNSIA,
PELA GANANCIA,
PELA SEDE
DE TER
O PODER,
NINGUÉM CEDE...
I
Que pena!
Uma senhora
Queria partir a cara
De um senhor,
De um homem,
Sem
Dó, nem
Dor
Na triste cena
Da Assembleia
Nacional Popular
Da Guine-Bissau!
O que terá
Levado a digníssima
Dama,
A meretíssima
Senhora
Àquela atitude
Cobarde,
Àquela postura
Que se repugna,
Que se condena
De qualquer maneira?!
Um impulso
Imerso
Do subconsciente
Sem siso
Consciente?!
II
A dama,
A senhora,
A legítima
Defensora
Dos interesses
Do povo,
Ou é uma das faces
De um dos partidos
Em jogo
Do ping-pong
Em efervescência,
Em evidência?!!!
III
Contudo,
Saúdo
Calorosamente
O reinício
Dos trabalhos
Na ANP,
A fim de serem
Ultrapassados
Os entraves
Ao entendimento
Entre as bancadas
Que compõem,
Que constituem
A mesa;
Os mal-entendidos
Entre os deputados,
Os nossos
Queridos
Representantes,
Os nossos
Dirigentes,
Os nossos
Corajosos
Combatentes,
Encentando
Os processos
Morosos,
Dando
As mãos
Uns aos outros,
Como verdadeiros
E sinceros
Irmãos,
Numa convivência
E coexistência
Pacifica,
A fim de resgatarem a deficiente
Democracia
Desde a época
Da independência,
Sendo
Eu ainda adolescente!
(Continua)
Encosta do Sol(quarta-feira, 00:30), 12/06/3019.
KKNDO)
I
Debaixo
Dos destroços,
Debaixo
Do lixo,
Estão os traços
De muitos laços
Enterrados,
Os escombros
Dos membros
Dos antepassados
Dos homens
Emigrados
Que vieram de muitas paragens
Longínquas,
Através
Das águas
Do Atlântico,
Que um manjaco
Surripiou,
Pisou,
Atravessou,
Ecolheu e mimou
O território
Português,
Como o seu esconderijo,
Do Tejo,
O seu Brumário ...
Que teve o desfecho
Imprevisível
E triste!
II
O Prior
Velho,
No Concelho
De Loures,
O suor
E as dores
Daquele velho
Que era pintor,
Servente,
Apontador,
Ajudante
De carpinteiro,
De armador
De ferro,
De pedreiro,
Que posteriormente
Se tornou sub-empreiteiro,
Exercendo cumulativamente
A função
De comerciante,
Bem como a profissão
De educador,
Professor...!
III
A gota
De tanta
Azáfama
Daquele que amava,
Ama
A sua humilde
Gente,
Que lutava
Para a sua própria
Sobrevivência
Numa situação,
Numa condição
Degradante,
Uma vida humana
Revoltante,
Sem dignidade,
Nos arredores
Da capital
Portuguesa,
Zona
Crucial,
Zona
Urbana
Que albergava
E ainda se habita
A maioria
Da população
Imigrante,
No concelho
De Loures...!
IV
O homem
Que tanto geme,
Teme,
Porque tem
Muita fome
De fazer
Um rabisco,
Para não perder
Aquele que hoje, constitui o buraco
Da memória
Da minoria
Étnica
Que pouca
Coisa que tinha,
Em termos de privilégios,
Das regalias
Consagradas
Na Constituição
Portuguesa!
V
Tenho
Muita saudade
Da localidade
Onde
Começava
O caminho
Pelo que pelejava
Pelo meu sonho,
Do pouco que ali contribui,
E ainda, de tudo o que fui,
E ainda sou,
Do tanto tempo que já passou,
Apesar de tanta peripécia
Na ambição,
De sobrevivência,
A intenção
Da subsistência ...!
VI
A todos
Os que dali partiram.
Velhos
E novos,
Graúdos
E miúdos,
Para outras
Localidades,
Outras
Terras,
Outras
Cidades
Bem distantes,
Apenas quero desejar-lhes muitas felicidades,
Muita saúde,
Muita sorte
E muitos êxitos
Pessoais
E profissionais!
VII
O PRIOR
VELHO,
DEIXOU O AMOR
QUE AINDA PALPITA
NO MEU INTERIOR,
E NÃO O PERCO DE VISTA,
PORQUE AINDA ME ALIMENTA,
ESTIMULA E EXCITA...!!!
Que viva
O P.CITY!!!
BRANDOA (DOMINGO, 18:35), 12 DE JUNHO DE 2022.
KANKAMBALL YOYÓ (NDO)

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