terça-feira, 20 de junho de 2023

 QUEM TOPA

UM AFRICANO

NA EUROPA

COMO UM CLANDESTINO?!


I


No momento

Exato

Em que se atravessa

A fronteira

Da tua terra,

Emigrando

 Para

Uma outra,

A questão que se coloca:

- Por que se troca

A tua terra,

A sua pátria

Por uma outra,

Deixando 

A tua família?!

Qual é a guisa?!


II


Um emigrante

Que parte 

Para um horizonte

Mais estimulante,

Mais apelativo

O faz com um objetivo

Bem definido,

Claro,

Certo,

Estando,

Porém,

Consciente

Dos atropelos,

Dos obstáculos

Que tem

Pelo caminho,

A fim de alcançar o sonho

Já há muito traçado

Desde o nascimento,

Ainda que tudo seja escuro,

Dessconhecido

E ignoto.


III


Um africano

Que trepa,

Que ultrapassa

O seu mundo

Fechado,

O seu mundo 

Restrito

E vai à procura 

Do que mais lhe interessa,

Um outro

Encontro

Em que depara

Outras 

Culturas

Diferentes

Das da sua terra,

Com outras 

Mentes,

Amplia o seu próprio rosto!


IV


A escrita

Que me encanta,

Que me excita,

Que me desperta

Da caminhada lenta,

Que me levanta

Da manta,

Da coberta

Na época friorenta

E me exorta

Para os problemas

D, outras almas

Que enfrentam outros traumas

No seu dia

A dia

Da sociedade

E de toda a humanidade!


V


Um entrave

Grave

Que leve

À greve

E teve

Já repercussões

Nas avaliações

Do terceiro período

Ontem iniciado

Pelos professores

Descontentes

Com os ares

Arrogantes

Dos nossos dirigentes

Políticos

Que pretendem,

Que querem

Levar,

Atirar

Os professores

Para outros buracos

Ainda mais 

profundos!

E, aí, ficarão ainda mais

Congelados !!!


VI


Descongelação

Da congelação

Dos profissionais da Educação,

Leva à união

De todos os professores

Para uma luta comum,

Para um objetivo comum:

A dignidade

Na carreira 

Docente!


VII


O navegar

Pelo imenso

Oceano

Atlântico,

Cada africano,

Deixa

Para atrás

O seu país,

A sua família

Em vigília

Enquanto

Não atravessar

O pântano

Do Mar

Mediterrâneo

Faminto

Que engole cada conterrâneo...


VIII


Oh! Tudo

O que inquieta

O Sr NDO

Que quer

Ser

Poeta,

Mas não sabe

Escrever!

Tenta,

Tenta

Atingir,

Conseguir

A ponta

Mais alta

Daquele que pinta

As letras,

As palavras

Porque não compreende,

Porque está

Longe

Da longitude,

Da latitude,

(E)Nem atinge

O auge!!!


IX


Em cada minuto,

Em cada pausa,

Procuro 

Uma caneta,

Uma folha,

Um caderno

Ou um bloco

E tomo

Nota

Como 

O poeta

Quando 

Pensa

E trabalha

Sobre um determinado

 Assunto

Complicado,

Austero,

Autêntico

Para o bem

Do homem,

Para o bem

Humano.


X


A escrita

Nega,

Rasga

O que me atormenta,

E assim raspa

O que não dissipa

Na mente

Deste

Emigrante

Na Europa!


XI


A escrita

É a( minha) sopa

Que abre

O apetite

De quem sente

Uma imensa Responsabilidade

Na sociedade

Em que se insere

E não se verga,

Não se curva

Perante

Qualquer dificuldade!

À sua volta

Ou a sua frente!


(Continua)


Queluz ( Escola Secundária Padre Alberto Neto, terça feira, 10h36 m), 19/06/2018.


KK(NDO)

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