ESCREVER
O QUE QUERO APRENDER
A FAZER,
COM MUITO PRAZER.
I
Não importa
O lugar,
A hora
Em que estiver,
Basta
Ter
A caneta,
O papel,
Ou apenas o telemóvel,
Para esmagar
O espaço
E o tempo;
Basta
Ter
Vagar
E a cabeça estar
Em condições psicológicas,
Para tentar
Produzir
Uma obra
De arte:
A escrita
Que me enlouquece,
Mas que me faz
Viver
Em paz
Comigo próprio,
E "matar"
A solidão,
O silêncio,
Colmatar
O vazio
Que existe
No meu peito,
Dentro
Do meu coração...
II
A escrita,
A letra,
A palavra,
A frase,
O texto
Que me fascinam
Me elevam
E levam
Para o paraíso
Celeste,
O jardim
Terrestre,
Para o jardim
Do Éden,
O local descrito
Como '"um paraíso terrestre, cheio de beleza e perfeição, com árvores frutíferas, animais amigáveis e rios",
Onde eu estaria feliz,
Rodeado da minha família...!
III
Eu não sei
O que seria
De mim
Neste lugar
Monótono,
Onde não habita
Um humano,
Onde o sono
Joga a meu favor
Para encontrar
O meu verdadeiro
Amor,
Não a cor
Que me ludibria,
Me engana
Que me ama,
Para atingir os seus fins...
IV
A escrita
Não me finta,
Apenas me encanta,
Me levanta,
Me aponta
O caminho
Da salvação,
Da satisfação,
Do meu sonho
Sem mesquinho,
Sem hesitação,
Sem receio,
Sem dúvida,
Apesar
De a ter sempre,
Pois, é ela que me orienta,
Me aponta
A direção
Certa
Em que devo caminhar
Para apanhar
Em cada punho,
O meu sonho...
V
Eu, o bobo
Menino,
O peregrino
Africano
Que, com o tubo
Sem polígono,
Sem nenhum ângulo
Que divaga
Às vezes de forma vaga,
Para chegar a cada pólo
Do nosso globo,
Do nosso mundo terreno,
Com uma ideia fixa
Que não o deixa
Desviar do caminho
Do sonho
E do que presente
E atualmente
Sabe bem
Que têm:
Os seus filhos,
Os seus netos,
Poucos
Amigos...!
Inimigos,
Não sabe
Se são poucos
Ou muitos!!!
(Continua)
Brandoa, 05:05, sábado), 10/06/2023.
KK

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