Mesmo em Bissau,
Bolama
Ficou(fica) longe!...
I
Pela aurora
Que alguém procura
Uma quimera,
Que dista em Quínara,
Na tabanca que brincara
Quando ainda era
Uma criança com doçura
Idêntica à primavera
Que nos idolatra
Debaixo daquele irã,
Que nos protege da ira
Do diabo ou da feiticeira!
II
Nas terras africanas,
Ainda que brancas,
As fainas
São idênticas
Àquelas tabancas
Onde os" labores"
Dos lavradores,
Dos pastores
Ou dos pescadores
São acompanhados de sons de tambores
Que rufam
Cada tam-tam
E motivam/ dão as forças aos seus autores!...
III
Inspirado
Na força
Divina
A criança
Homem,
De origem
Pelundo,
Solta a sua aspirina
Masculina
Na terra
Marroquina,
Depois de ter voado
No ar
Como um pássaro nado
No espaço lunar,
Enquanto
Um(o) pássaro
Sobrevoa
O espaço
Infinito,
Sinto
Um imenso
Vazio
No silêncio
Imposto
Pelo carro
Aéreo
Que nos delícia .
Iv
Enquanto
Não vejo
A terra
Firme,
O meu peito
Treme
Como caranguejo
Envolto
Na sua carcaça
Dura
Como uma pedra
Ou como um velho seguro
Na sua "morança".
V
O mundo
Está feito,
Está munido
De coisas
Gerais,
Coisas particulares
Em todos os lugares
E tudo
È infinito.
VI
A minha ignorância
Inquieta
A minha consciência,
Atormenta
A minha existência...
...
(Por continuar)
No ar,no espaço marroquino, 29 de dezembro de 2017 .
KANKAMBAl(NDO)

Sem comentários:
Enviar um comentário