UM ROMǍNTICO
MANJACO
I
Em nenhum perímetro,
Diǎmetro,
Ou metro,
Te encontro,
Meu tesouro!
II
Te procuro,
No escuro,
No claro,
Como algo raro
Que eu quero
Fora ou dentro
Do meu poro,
Do meu foro,
Más em nenhuma
Baliza
Se desliza
A bola
Que permite o golo
E faz o apelo
A minha donzela,
A minha dama
Naquela
Lala
Tão longe
Que ninguém atinge...!
III
Neste měs efémero
De dezembro,
Corro
Como um touro
E espero
Que o meu faro
Tenha um suspiro
Verdadeiro
E vá ao encontro
Do meu desejo sincero,
Àquele do romǎntico
E autěntico
Manjaco...!
IV
O meu sopro,
Provém do que sou inteiro,
Do que sou íntegro,
Pelo que separo,
Soletro,
As palavras,
As sílabas,
As letras,
Para formar frases
Em todos os meses,
De janeiro
A dezembro,
Para fermentar o cérebro
Que adota
E orienta
Cada membro
Que me ampara, sustenta
E suporta
De modo completo
Como um conjunto
No Universo vasto..!
V
Eu penso,
Que o balanço
Que eu faço
Do meu percurso,
Em termos de sucesso
Ou do insucesso,
Pende-se para o lado
Negativo,
Para o segundo,
Tendo
Em conta o objetivo
Previamente definido...
Como o manjaco
Romântico,
Sonhador,
Com o pendor
Maior
Para as várias vertentes
E componentes...
VI
Nunca acabo
O que começo!
Mas, no entanto,
Não sinto
Complexo,
Não hesito,
Nem tão pouco
Me inibo
Do traço
Característico
Da tribo
Que pertenço
Da fonte
Que bebo
Para me sentir mais forte,
Caminhar
E sonhar
Sempre para o provir
Que nos deve conduzir
Para o parsíso
Maravilhoso,
Porque tudo está por fazer
No viver
Do ser
Que quer
Ser
E ter...!
(Continua)
Colina do Sol(domingo, 03h57 minutos), 09 de dezembro de 2018.
KK(NDO)

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