O VELHO,
JÁ NÃO TEM(DÁ) O BRILHO!
I
Eis
Que o Velho
Cede lugar,
Sem negar,
Ao novo,
Para dar
O novo
Ano,
O imperativo
Que o assiste
E não resiste,
O fôlego,
A dinâmica humana
Que emana
Da lei
Natural
E normal
Das coisas.
II
A bilha
Velha,
Já não brilha
Tanto,
Como no momento
Em que era ainda
Nova em folha.
III
A nossa aposta
Deve ter em conta
No novo,
Que é decisivo
Para a continuidade
Da sociedade
Da comunidade,
Revoluções
Das gerações,
"A flor da nossa luta",
Como dizia alguém,
Um grande homem.
IV
Não que eu subestime
O legado
Do velho,
A fonte,
A raiz
Do nosso aprendizado,
Do nosso conhecimento,
Mas apenas e simplesmente,
O reconhecimento
Do mérito
Sublime,
Do seu contributo
E, que, chegado
Ao instante
Da sua retirada
Merecida
Na vida
Activa,
Dê o azo
E ao gozo
Da nova
Seiva
Que implemente à mudança
E a esperança
Sempre esperada.
V
É o fim
Um sim
Em mim
Ou de qualquer
"Nabussim"(1)
Na sua aventura
Numa terra
Estrangeira,
Estranha,
Que aspira
Uma bolanha,
Que almeja o poder,
Que anela o saber.
VI
O desejo do poder,
O desejo saber,
O prazer
De conviver
Com com outro ser
Que respeite
O seu semelhante
Na sua integridade,
Na sua propriedade,
Na sua privacidade.
Eis
O que move
Este rapaz
Que escreve
E quer
A paz
Interior
E o amor,
Para todos.
VIII
O desejo que o ano que acaba
Nos livre e ilibe
Das atrocidades,
Das barbaridades
Que levam alguns
A cometer atos
E delitos
Ruins
Em várias sociedades,
Em vários países,
Negando que as suas comunidades
Sejam felizes.
IX
Oxalá
Que aqui e acolá,
Haja a senha
De um amanhã
Radiante
Em cada continente!
BEM HAJAM
1) .Príncipe, no dialeto manjaco.
PÓVOA DE SANTO ADRIÃO (5 feira, 12h28 minutos), 31 DE DEZEMBRO DE
DEZEMBRO DE 2015.
KANKAMBALL (NDO)

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