O HÓSPEDE
TOURO
SE DESPEDE
EM DEZEMBRO.
I
Chega o fim
O que delfim
Procura
Em cada hora,
Em cada minuto,
A cada momento,
Dando
Todo
O seu corpo
E toda a sua alma,
Não importando
O tempo
Que dispender,
Que fizer...
Porque simplesmente ama,
Ama,
Ama...
II
Os laivos
Decisivos,
Nas batalhas
Que trava
A fim de encontrar migalhas,
Permitem que viva
Cada segundo
Com mais intensidade
No percurso
Imposto
Pelas peripécias
E circunstâncias
Do Universo
Imenso,
No circuito
Da temporalidade...!
III
A senda
Da vida
Percorrida
Por cada
Um de nós no espaço
Hermético
E opaco,
Desvenda
O sigilo
Do pupilo,
Como o apóstolo
Que seguiu Jesus,
Carregando a pesada
Cruz,
Símbolo
Do amor
Por cada um de nós,
Que o Pai Celestial
O impôs
Na época pascal...!
IV
Escrevo
Como um escravo,
O que o povo
De novo,
Ordenou como um imperativo
Algo decisivo
Que elimina tudo o que é nocivo
E agressivo...
V
O touro
Hóspede,
Se despede
Em cada mês
De dezembro,
Quando um Salvador
Se fez
Por
Amor,
Um favor
À Humanidade,
Para que haja a caridade,
A fraternidade,
A justiça,
A bondade,
A convivência pacífica
Entre todos os homens...!
VI
E todos os anos
Se repete a cena,
O palco se ornamenta
E a todos alimenta,
A gregos e troianos,
A confraternização plena...!
(Continua)
BRANDOA (sexta-feira, 06:29), 31 de dezembro de 2021.
KK(NDO)

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