sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

 NÃO PODEREI

VIVER 

SEM O MEU REI!

NÃO PODEREI

VIVER

SEM AS MINHAS

RAINHAS!


I O silêncio

No auspício,

O tédio

Tardio

Que se transforma  num vicio,

O inicio

De um mau negócio

Que resulta num desperdício

Do caracter 

Que um individuo

Deveria ter, 

Não no momentâneo,

Mas também no longínquo.


II

As badaladas

Que pressionam 

As nossas pedaladas,

Têm repercussões

Nas nossas decisões

Imediatas

E remotas

E, de certa maneira,

Modelam

A nossa postura.


III


Escrevo

O que o meu cérebro

Emite

E transmite;

Cavo

O escuro

Em parte

Distante,

Sem saber exactamente

A fonte

Divulgante.


IV

Sem o meu príncipe,

Algo interrompe

E irrompe

O percurso

Delicioso

E harmonioso

Que esse homem

Vem

Trilhando

Neste mundo

Já há muito

No seu trajeto.


V


Sem o meu rei,

Como poderei

Viver

E sem dever

Social

E moral?


VI

Sem as minhas

Rainhas,

Como poderei viver,

Se elas são as bainhas

Das minhas 

Entranhas

E, assim poder

Sobreviver?


VI


Em Safim

Ou na terra da sua Majestade,

Sem mim,

Eu que sou o delfim

Que perdeu o marfim,

Nada mais  resta,

Senão a saudade

Que mata

Impiedosamente

Àquele inocente,

Que apenas ama, eternamente!


PÓVOA DE SANTO ADRIÃO (QUINTA FEIRA, 0h27 minutos), 24 DE DEZEMBRO DE 2015.


  KANKAMBALL (NDO)

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