NÃO PODEREI
VIVER
SEM O MEU REI!
NÃO PODEREI
VIVER
SEM AS MINHAS
RAINHAS!
I O silêncio
No auspício,
O tédio
Tardio
Que se transforma num vicio,
O inicio
De um mau negócio
Que resulta num desperdício
Do caracter
Que um individuo
Deveria ter,
Não no momentâneo,
Mas também no longínquo.
II
As badaladas
Que pressionam
As nossas pedaladas,
Têm repercussões
Nas nossas decisões
Imediatas
E remotas
E, de certa maneira,
Modelam
A nossa postura.
III
Escrevo
O que o meu cérebro
Emite
E transmite;
Cavo
O escuro
Em parte
Distante,
Sem saber exactamente
A fonte
Divulgante.
IV
Sem o meu príncipe,
Algo interrompe
E irrompe
O percurso
Delicioso
E harmonioso
Que esse homem
Vem
Trilhando
Neste mundo
Já há muito
No seu trajeto.
V
Sem o meu rei,
Como poderei
Viver
E sem dever
Social
E moral?
VI
Sem as minhas
Rainhas,
Como poderei viver,
Se elas são as bainhas
Das minhas
Entranhas
E, assim poder
Sobreviver?
VI
Em Safim
Ou na terra da sua Majestade,
Sem mim,
Eu que sou o delfim
Que perdeu o marfim,
Nada mais resta,
Senão a saudade
Que mata
Impiedosamente
Àquele inocente,
Que apenas ama, eternamente!
PÓVOA DE SANTO ADRIÃO (QUINTA FEIRA, 0h27 minutos), 24 DE DEZEMBRO DE 2015.
KANKAMBALL (NDO)

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