AO MAR,
RUMAR,
REMAR,
SEMPRE QUE ME CHAMAR!
I
Numa
Manhã
Calma,
Mas estranha,
Recebo um convite
Para o deleite
Do mar,
A fim de aproximar
O meu interior
Do exterior,
Nomeadamente
Com a Natureza
Imensa
E maravilhosa!
II
Os pescadores
Nos seus afazeres,
Nas suas azáfamas,
Nem dão conta d,outras almas
Preocupadas com outros assuntos
Que não têm nada a ver com alimentos
Para os seus familiares.
III
É o destino
Daquele humano
De comportamento digno,
Ou daquele cretino
Que almeja
O que alguém veja
E aprove como benigno.
IV
O peso
É imenso
Sobre cada ombro,
Que o torna ainda mais denso,
Podendo conduzir ao descalabro,
Se o cérebro
Não estiver(for) íntegro.
V
Vim observar
O mar,
Para continuar
A teimar,
A remar,
A rumar,
Sempre que me chamar,
E assim me avivar
E animar.
VI
Em Amora,
Nas suas
Ruas,
Encontrei terras(nomes)
Da minha terra:
Encontrei Bissau,
Encontrei Cacheu,
Encontrei Farim,
Encontrei Canquelifa
Encontrei Binta,
Encontrei Bissorã,
Encontrei Bula,
Encontrei Contubo
Encontrei Bigene
Encontrei Pirada,
Encontrei Prabis,
Encontrei Bafata,
Encontre Gabu,
Encontrei Catió
Encontrei Mansoa,
Encontrei Bajucunda,
Encontrei tantas e tantas
Terras
Da minha terra,
Que não cabem neste espaço
Menciona-las todas!
E ao passar
E a passear
Por esta linda terra
A beira - mar,
Sinto -me como na Pátria de Cabral!
Rua de Catió, Amora( terça feira, 11 horas e 20 minutos), 22 de março de 2016.
KANKAMBALL(NDO)

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