segunda-feira, 21 de março de 2022

 AO MAR,

RUMAR,

REMAR,

SEMPRE QUE ME CHAMAR!


I


Numa

Manhã

Calma,

Mas estranha,

Recebo um convite

Para o deleite

Do mar,

A fim de aproximar

O meu interior

Do exterior,

Nomeadamente

Com a Natureza

Imensa

E maravilhosa!


II


Os pescadores

Nos seus afazeres,

Nas suas azáfamas,

Nem dão conta d,outras almas

Preocupadas com outros assuntos

Que não têm nada a ver com alimentos

Para os seus familiares.


III


É o destino

Daquele humano

De comportamento digno,

Ou daquele cretino

Que almeja

O que alguém veja

E aprove como benigno.


IV


O peso

É imenso 

Sobre cada ombro,

Que o torna ainda mais denso,

Podendo conduzir ao descalabro,

Se o cérebro

Não estiver(for) íntegro.


V


Vim observar

O mar,

Para continuar

A teimar,

A remar,

A rumar,

Sempre que me chamar,

E assim me avivar

E animar.


VI


Em Amora,

Nas suas

Ruas,

Encontrei terras(nomes)

Da minha terra:

Encontrei Bissau,

Encontrei Cacheu,

Encontrei Farim,

Encontrei Canquelifa 

Encontrei Binta,

Encontrei Bissorã,

Encontrei Bula,

Encontrei Contubo

Encontrei Bigene

Encontrei Pirada,

Encontrei Prabis,

Encontrei Bafata,

Encontre Gabu,

Encontrei Catió 

Encontrei Mansoa,

Encontrei Bajucunda,

Encontrei tantas e tantas

Terras

Da minha terra,

Que não cabem neste espaço

Menciona-las todas!


E ao passar

E a passear

Por esta linda terra

A beira - mar,

Sinto -me como na Pátria de Cabral!

  


Rua de Catió, Amora( terça feira, 11 horas e 20 minutos), 22 de março de 2016.


                 KANKAMBALL(NDO)

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