domingo, 13 de março de 2022

 SÃO

TANTAS

AS “ BALEIAS”!

TÃO

BONITAS!

NÃO

SÃO 

FEIAS…!


I


São

Todas

Bonitas,

As minhas “baleias”!

Tantas

E todas

Catitas!

Não

São

Feias,

Mas constituem

Teias

Para este homem!


II


É o cúmulo,

O vínculo

Que o liga

A cada rapariga,

Àquela

Paixão antiga,

A sequela

Em cada costela

No máximo

Do seu organismo.


III


Mas, uma de cada vez

No espaço

E no tempo

Do seu corpo

Magriço,

Porque detesta

O stress

Ou a confusão

Que inquieta,

Atormenta,

Apoquenta

O seu débil coração.


IV


É na veia

Duma baleia,

Que a traqueia

Transporta a poesia,

A única via

Da minha epopeia 

Nesta existência,

Nesta vivência

Efémera,

Passageira,

Desta terra.


 V


Sou “Dionísio”

No meu silêncio,

No meu vazio,

Como o meio

De encontrar a minha”Afrodite”

Sempre ausente

E distante,

Como se estivesse nos Céus

Junto de Zeus,

O deus 

Dos deuses,

Em todos os meses.


VI


É a saudade

Que me aperta

A garganta,

E a saudade

Que me puxa

Para a rixa

Comigo

Próprio,

Para um abrigo

Idêntico ao Capitólio,

À procura

Da minha senhora,

Da minha Nactividade!


PÓVOA DE SANTO ADRIÃO( CAFÉ- “PÃO QUENTE”,  6ª-FEIRA- 18H55 MINUTOS), 13/03/2015.


                                               KANKAMBAL- NDO (MATTOS)

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