"
"PENSO,
LOGO,
EXISTO"
I
A verdade
Cartesiana
Nos ensina
O que é a sede
E a fome,
Como o lume
Ou a luz
Que nos conduz,
Que nos ilumina,
Na noite escura
E densa
Quando se atravessa
A savana
Tropical da minha (nossa) terra,
Que nos aquece
A face,
Dia
Após dia.
II
O jejum
Em Cupilum,
Em Cutum,
Fez-me
Um
Homem
Que não teme
Pela evidência,
Mesmo pela abstinência,
Tendo a consciência
Da dureza
Da vivência
Diária
Na Natureza
Da minha(nossa) existência.
III
...(...) (...)
IV
A minha existência,
É a exigência
Face à qualquer ocorrência
Diária.
Se existo,
É porque ainda
Tenho pensamento
Sobre a vida,
Sobre a dureza
Da Natureza,
Sobre tudo
O que me rdeia
Neste mundo
Cheio de hipocrisia,
Cheio de fantasia.
V
Tudo
é relativo
Neste mundo
Objetivo,
Neste mundo
Concreto,
Neste mundo
De cada ser
Vivo
Em qualquer
Ponto.
VI
Não vale a pena
Subestimar a realidade
Terrena
Na amizade
Que estabelecemos
Um com (ao) o outro
Em qualquer encontro,
Seja qual
For o local
Onde nos encontremos.
VII
Hodiernamente,
A minha mente,
Reflete
O que verdadeiramente
E efetivamente
Existe
No tocante
À minha sorte
Na sociedade globalizante
E "Nietizante"
VIII
Penso,
Reflito
A tudo o que diz
Respeito
Ao grosso
De tudo o que já fiz
E faço
E nunca (não) estou
E sou
Feliz!
IX
Tudo é "borrada"
Nesta (na) minha caminhada,
Ou é a "predestinação"
Deste cidadão,
Deste "menino "
Africano,
Segundo Calvino?
X
Nestas
Linhas
"Soltas",
Procurei as minhas
Voltas
Neste Planeta,
Através da minha ferramenta
Predileta:
A escrita.
XI
Finto
As minhas dores
Nos quais me sento ,
Porque sou um "escravo",
E, assim, pinto
E escrevo.
CATUJAL (QUARTA-FEIRA, 00H46 MINUTOS), 03 DE SETEMBRO DE 2014.
KANKAMBAL MATTOS (NDO)

Sem comentários:
Enviar um comentário