sábado, 3 de setembro de 2022

 "


"PENSO, 

LOGO,

EXISTO"

I

A verdade 

Cartesiana

Nos ensina

O que é a sede 

E a fome,

Como o lume

Ou a luz

Que nos conduz,

Que nos ilumina,

Na noite escura 

E densa

Quando se atravessa

A savana

Tropical da minha (nossa) terra,

Que nos aquece

A face,

Dia

Após dia.

II

O jejum

Em Cupilum,

Em Cutum,

Fez-me

Um 

Homem

Que não teme

Pela evidência,

Mesmo pela abstinência,

Tendo a consciência

Da dureza 

Da vivência 

Diária

Na Natureza

Da minha(nossa) existência.

III

...(...) (...)

IV

A minha existência,

É a exigência

Face à qualquer ocorrência

Diária.

Se existo,

É porque ainda

Tenho pensamento 

Sobre a vida,

Sobre a dureza 

Da Natureza,

Sobre tudo 

O que me rdeia

Neste mundo

Cheio de hipocrisia,

Cheio de fantasia.

V

Tudo 

é relativo

Neste mundo

Objetivo,

Neste mundo

Concreto,

Neste mundo 

De cada ser 

Vivo

Em qualquer 

Ponto.

VI

Não vale a pena

Subestimar a realidade

Terrena

Na amizade

Que estabelecemos

Um com (ao) o outro

Em qualquer encontro,

Seja qual

For o local

Onde nos encontremos.

VII

Hodiernamente,

A minha mente,

Reflete 

O que verdadeiramente

E efetivamente

Existe 

No tocante

À minha sorte

Na sociedade globalizante

E "Nietizante"

VIII

Penso,

Reflito 

A tudo o que diz

Respeito

Ao grosso

De tudo o que já fiz 

E faço

E nunca (não) estou

E sou 

Feliz!

IX

Tudo é "borrada"

Nesta (na) minha caminhada,

Ou é a "predestinação"

Deste cidadão,

Deste "menino "

Africano,

Segundo Calvino?

X

Nestas

Linhas

"Soltas",

Procurei as minhas

Voltas

Neste Planeta,

Através da minha ferramenta

Predileta:

A escrita.

XI

Finto

As minhas dores

Nos quais me sento ,

Porque sou um "escravo",

E, assim, pinto

E escrevo.

CATUJAL (QUARTA-FEIRA, 00H46 MINUTOS), 03 DE SETEMBRO DE 2014.

KANKAMBAL MATTOS (NDO)

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