REPITO
TANTO
O CONTO
QUE MUITO
GOSTO...!
I
O poeta
Profana
Tanto
O que gosta,
Banaliza
Muito
O que seu coração
Armazena
Na sua profundeza,
Como o que a Natureza
Apresenta
Na paisagem
Tão colorida
Exibida
À cada
Visão
Do Homem
Atento
No seu pleno
Humano
Nas suas faculdades
E especificidades
Pessoais
E individuais.
II
O seu interior
Com o pendor
De amor
Pode vir
A transformar-se na dor
No porvir.
III
O poeta
Exalta
Em demasia
Na sua poesia,
O que domina
À sua alma
Humana
E divina,
O que ama
Em excesso,
Mesmo que o sofrimento
Seja o peso
Dominante
Da sua mente,
Do seu subconsciente
Ainda que isso possa vir
A contribuir
Para o seu padecimento...
IV
O poeta
Vive
De alerta,
Convive
Com a porta
Sempre aberta
E não esconde
O que o invade,
O que o hospede
Traz
Que pode
Abanar,
Arruinar
A sua paz
Interna,
O que mina
A sua sina.
V
O poeta
Nunca está
Sossegado.
Está
Sempre inquieto
Com qualquer assunto
Que mói
E rói
O seu miolo,
O atropelo
Que vem quando está
Em deszelo!
VI
O poeta
Vive
De amor,
O combustão
Da sua existência
Diária,
Terrena,
Humana,
Porque já se passou
E ultrapassou
As fases
De crises
De atração,
De paixão,
Até atingir o verdadeiro,
O sincero
Amor,
O seu esplendor,
O seu zênite,
E que mais nada o remove,
Senão
À morte,
Até
À morte!!!
(Continua)
BRANDOA(AMADORA, SÁBADO, 05:05), 18 DE SETEMBRO DE 2021.
KK(NDO)

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