O QUE NOS TOLDA,
TAMBÉM NOS MOLDA...
I
Um dever
Cívico
De um ser,
De um cidadão,
Uma missão
Que carrega
Nos ombros
Como um dos membros
Da sociedade,
Pelo que não pode,
Nem verga,
Nem um pouco...
II
Nao é vaidade,
Egoismo,
Egocentrismo,
Nem tão pouco o etnocentrismo
Que me leva a escrever,
Mas apenas o ter
Que entreter
Com as letras,
Com as palavras
Para ver
O que pode dar,
O que pode originar,
O que pode resultar,
Ou, seja, o significado
Que pode ter
E se alguém pode compreender
O meu raciocínio,
O meu desígnio...!
III
Não é fácil
Acompanhar
Aquele "imbecil"
Que está sempre a sonhar,
Aquele "desocupado"
Sossegado
No seu "palácio",
Em que o vício
Corrompe a sua alma,
A sua gema
Benigna
E genuína...!
IV
Experimento
O talento
Do meu intelecto,
Isto é, até que ponto
Sou capaz
De fazer o que faz
O(Um)"rapaz"
Tenaz,
Da minha "idade",
Com a capacidade
De produzir uma obra
Verdadeira?!
V
O que faço,
É um jogo
Comigo
Mesmo,
O meu malabrismo,
Verificando o que posso,
O que consigo
Fazer
Como
Um ser...!
Um jogo
Intelectual,
Pessoal...,
No abandono
Do sono...,
À espera
Da hora
Para ir para o emprego...
VI
O prazer,
A delicia
De escrever,
A alegria,
De me entreter,
Para afastar a monotonia...
De cada dia...
(Continua)
BRANDOA (AMADORA, 05:25, quarta-feira), 01 de outubro de 2020.
KK

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