sábado, 29 de janeiro de 2022

 O ANTROPOCENTTISMO

VERSUS

O TEOCENTRISMO


I


A ruptura

Com a era

Medieval

Na idade moderna,

Representa

Uma conjuntura

Equiparada

A um vendaval,

Uma debandada

Completa

Das questões

Divinas

Em prol

Do sol

Que ilumina

E abona

Às questões

Humanas.


II


O Teocentrismo,

Deus 

No centro

Das atenções,

Deus 

No centro

Das preocupações,

Visão defendida 

Na Idade Média,

A ideia

Central

Que vagueia

Entre os intelectuais

Teóricos, Academias,

Veio a ser posta em causa

A partir das viagens marítimas,

A partir dos descobrimentos,

Pelos homens

Do Renascimento,

Os homens

Da idade Moderna,

Período da transição

Entre o Feudalismo

E o Capitalismo,

Pondo a tónica

No Antropocentrismo,

Homem

No centro

Do Universo,

Homem

No centro

Das atenções,

No centro

Das preocupações,

O ator

E autor

De todas as transformações

Do próprio Homem

E da Natureza 

Que o circunscreve..


III


Viver intensamente

A vida terrena,

Eis o desiderato

Dos homens do

 Renascimento!

A nossa sina

Emana

Da nossa faina

Quotidiana

Afincada, honesta e energicamente!


IV


O paganismo

É o apetite,

O deleite

Daqueles que apregoam,

Que se abatem,

Que batalham

E defendem

O antropocentrismo,

Depondo Deus,

A favor 

Dos seus

Filhos,

Cujos trilhos

Diferem 

Dos do seu Criador,

Com as seguintes características,

Bem

Intrínsecas:

O humanismo,

O classicismo,

O racionalismo,

O individualismo,

O hedonismo,

O otimismo,

O espírito crítico,

A tolerância,

O naturalismo,

O cientifismo...


V


Homens que fervem

De paixão

Para a recuperação

Da cultura greco- romana,

Àqueles que defendem

O regresso à tradição

Que enaltece os valores

Mais sublimes

Da pessoa humana,

À sua capacidade

De elevação

Às coisas mais nobres

Da humanidade

Como indivíduo

Pontual e assíduo,

Como Dante Alighieri,

" A Divina Comédia",

Francesco Petrarca,

" O Meu Segredo Secreto",

Giovanni Bocaccio,

" Decameron",

Maquiavel,

" O Príncipe"

(Itália);

Thomas More,

" A Utopia",

William Shakespeare,

" Romeu e Julieta",

"Hamlet",

(Inglaterra);

Erasmo de Roterdão,

" O Elogio da Loucura",

(Holanda);

Luís de Camões,

" Os Lusíadas",

Gil Vicente,

André de Resende,

Duarte Pacheco Pereira,

Diogo de Gouveia,

André de Gouveia,

Pedro Nunes,

" O Nónio"

Garcia da Orta,

" O Colóquio das Simples e Drogas e Coisas Medicinais da Índia",

( Portugal);

François Rabelais,

" Gargântua e Pantagruel",

Michel Montaigne,

(França);

Miguel de Cervantes,

'Dom Quixote de la Mancha"

(Espanha)...

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