terça-feira, 11 de janeiro de 2022

 NTCHUPITI

SITI,

N' SINTI

IQUINTI,

Ma isabi...!


I


Baquiadur

Ta sinti

Dur

Di

Si

Limária 

Oki

Ka tené

Padja pa cumé!

Oh! Que miséria!


II


Nha púbi(s)

Na misquinha

Ka sabi

Na terra

Di 

Cabral,

Di

Kabi,

Na terra,

Di

Kumba

Yalá,

Di

Ussumane

Mané,

Di

João VaZ

Que nada faz...!


III


Nha 

Terra

Que torna

Terra de djugdés,

Terra

Di rabata

Rabata,

De sorna,

Que dixa kodés

Sin iscola!

É na

Pidi ismola

Na rua,

É na

Ianda à toa

Suma ki Ka tené

Dunus!

Aí nha

Fidjus

Ndessan,

Bô perduan!!!...


IV


Agora,

No meu país,

Na minha terra,

É o momento

Propício

De enganar o povo

Com objetivo

Escuro

Sobre o futuro,

Prometendo

Tudo 

E mais alguma 

Coisa,

Como zincos,

Botes,

Barcos,

Alcatroar estradas

Bicicletas,

Motos

Oferecendo

Dinheiro

Nós comícios, etc, etc.

Agora,

É o vale tudo...!


 V


O povo,

Que nada

Tem,

Nem

Para comer,

Cai,

Cai,

Rola

E daí

Não sai!

Com promessas

Falsas,

Dos políticos,

Dos governantes, 

Que não são poucos,

Os ditos doutores,

Ludibriando,

Rolando

O Zé Povinho,

Que nem 

Sonho 

Já tem!


VI


Percorrem

Metros,

Quilómetros,

Feiras

E mercados

Locais de aglomerados 

De pessoas,

Distribuindo

Bonés,

Canetas,

T-shirts,

Sacos 

De plásticos

Bem  dourados,

Até vão locais

Bem recônditos,

Cantos

Bem afastados

Do país

Como Djiu das Galinhas,

Canhabaque,

Urango Grande,

Cacine,

Tombali,

Catió,

Varela,

S Domingos,

Até Bolama,

Bolama de Base

Se lembram!

Impressionante!


VII


Agilidade,

Habilidade

Dos políticos

Na época da campanha 

Eleitoral,

É como na campanha

Na época da castanha

De cajú!

Os parcos

Meios económicos

De que dispõem 

Os vulneráveis,

Os frágeis,

Fazem

Com que voltem

A cair na cilada,

Na emboscada

Dos poderosos

Mentirosos,

Para não rizer, criminosos

E peritos

Corruptos,

Edinheirados

Á custa do erário público!


VIII


Com o coração

Ferido,

O emigrado

Na emigração,

Sofre,

Morre

De saudade

Porque está privado

Da sua "mandjuandade"!


IX


Num sábado

Friorento,

O peito

Sangrento 

Do emigrante

Palpita

A gota

Da terra natal,

Sem sinal

De melhores dias

Para os que ficaram atrás!

Até quando, mãe África?!

Até quando, mãe Guiné?!


Colina do Sol(Brandoa, sábado, 8 horas), 12 de janeiro de 2019.


            Kankambal(NDO)

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