sábado, 22 de outubro de 2022

 A DOR 

DO PENSADOR

NO QUE RESPEITA AO SEU REDOR


I


A educação

Transmitida,

Recebida

Na minha geração,

Não me deixa indiferente

Em relação

À minha gente.


II


O meu papel como professor,

Vai

Para além de pai,

Para além de educador,

Porque trago

No âmago,

Algo

Que extravasa,

Que ultrapassa

A consciência

Da minha pessoa.


III


Os dias vão passando,

E eu vou ficando

Cada vez mais pequeno,

Sem tino

Da minha pequenez,

Da cegueira,

Que, de vez

Quando,

Toma conta da minha visão,

E, consequentemente,

O consciente

Do meu coração.


IV


Mas, não deixo descambar

A minha pulseira de âmbar,

Porque tenho 

Um sonho

Risonho,

Grandioso

E maravilhoso.


V


O fim

Em mim,

É que haja harmonia,

A sintonia,

A alegria

Com todos os habitantes

Do Planeta,

Pelo menos, a maioria,

Seres

Pensantes

Nesta

Nossa órbita.


VI


De forma pacata,

Vou estando alerta,

Em cada  segundo,

Em cada minuto

Ao que se passa ao redor,

A dor

Que flagela

Em cada favela,

Em cada ruela

De cada bairro

Não só na nossa ponta,

Bem como no estrangeiro.


VII


Os meus netos,

Os meus sobrinhos,

Os meus filhos,

Os verdadeiros

Amigos,

Continuarão a ampliar,

A dilatar

Os meus anseios,

Os meus desejos,

Com surpresas

Ditosas...!


(Continua)


   Viana ( Brandoa, domingo, 13:47), 23/10/2022.


                KK(NDO)

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