A DOR
DO PENSADOR
NO QUE RESPEITA AO SEU REDOR
I
A educação
Transmitida,
Recebida
Na minha geração,
Não me deixa indiferente
Em relação
À minha gente.
II
O meu papel como professor,
Vai
Para além de pai,
Para além de educador,
Porque trago
No âmago,
Algo
Que extravasa,
Que ultrapassa
A consciência
Da minha pessoa.
III
Os dias vão passando,
E eu vou ficando
Cada vez mais pequeno,
Sem tino
Da minha pequenez,
Da cegueira,
Que, de vez
Quando,
Toma conta da minha visão,
E, consequentemente,
O consciente
Do meu coração.
IV
Mas, não deixo descambar
A minha pulseira de âmbar,
Porque tenho
Um sonho
Risonho,
Grandioso
E maravilhoso.
V
O fim
Em mim,
É que haja harmonia,
A sintonia,
A alegria
Com todos os habitantes
Do Planeta,
Pelo menos, a maioria,
Seres
Pensantes
Nesta
Nossa órbita.
VI
De forma pacata,
Vou estando alerta,
Em cada segundo,
Em cada minuto
Ao que se passa ao redor,
A dor
Que flagela
Em cada favela,
Em cada ruela
De cada bairro
Não só na nossa ponta,
Bem como no estrangeiro.
VII
Os meus netos,
Os meus sobrinhos,
Os meus filhos,
Os verdadeiros
Amigos,
Continuarão a ampliar,
A dilatar
Os meus anseios,
Os meus desejos,
Com surpresas
Ditosas...!
(Continua)
Viana ( Brandoa, domingo, 13:47), 23/10/2022.
KK(NDO)

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