QUANDO PODEREI
SORRIR
COMO UM REI?
I
Partirei
Como um rei,
Quando vir
Os meus netos
E os meus filhos
A sorrir!
II
O meu sonho
Desde sempre,
Era ver uma alegria
Contagiante
Em cada lar,
Em cada lugar,
Sem hipocrisia
Sobre
Cada semblante.
III
Deste
Mundo
Terrestre,
Bastante
Medíocre,
Conturbado,
Ensombrado
Pelo domínio
Do rico,
Devido
Ao infortúnio
Do pobre,
Acantonado
No fundo
Do buraco.
IV
Escrevo
Como um ser vivo
Ainda
Vivo,
Ativo,
Que cumpre
E adere
O que o seu coração
Manda
Como uma obrigação.
V
Cumprirei,
Para o que der
E vier,
E, depois, partirei
Com uma consciência
Tranquila
Que, durante a minha existência,
Não ter tido uma participação
Nula
Como um cidadão.
VI
É esse sonho
Que norteia
Àquele que vagueia,
Que passeia
Pelo cunho
Do seu próprio
Punho,
E que consiste
No seguinte:
O mundo
Mais risonho,
Mais solidário
Mais justo
Em cada canto,
Entre todos os habitantes
De todas as partes,
Deste
Mesmo mundo!
PÓVOA DE SANTO ADRIÃO ( CAFÉ S. CRISTÓVÃO, SÁBADO- 13H45 MINUTOS ), 19 DE SETEMBRO DE 2015.
KANKAMBALL ( NDO )

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