segunda-feira, 17 de outubro de 2022

 Não  é  assim,

Tão  remota 

Para mim,

Esta 

Escrita!...


A MINHA ESCRITA

É UMA (AUTÊNTICA) PORTA

ABERTA


 I


De tantos

Factos,

A sua soma

Me adoma

Nos tratos

Do dia

A dia

E me aperfeiçoa

Em tudo 

O que me magoa

Neste mundo.


II


A minha escrita

Não é só (apenas) a tinta

Que escorrega

Sobre o papel branco, 

Mas também uma porta

Deixada aberta 

Por um manjaco

Na sua total entrega

À causa nobre

Do seu intrínseco

Timbre.


III


Sou obrigado

A escrever

Para não perecer,

Ou, para não esquecer

Tudo

O que me está a acontecer,

Ou, porventura,

Para esquecer

À minha dura

Amargura.


IV


A  escrita

É a fome 

Que me sacode;

É a sede 

A um jarro de água sem volume.


PÓVOA DE SANTO ADRIÃO(3ª- FEIRA, 16H40 MINUTOS), 14/10/14.


                               KANKAMBAL MATTOS (NDO)

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