quinta-feira, 6 de outubro de 2022

 Recordar 

O que nos impele,

Nos alegra 

E às  vezes,

Nos fere...


É DIVINAL 

AQUELE SINAL

FENOMENAL...


I


É  pecado

Para  o NDO

O silêncio,

O desperdício

Que conduz 

Ao vício,

Sem nenhuma luz

Para o benefício...


II


Bolama 

Me trama,

Quando já não me chama,

Quando já não me ama

E apenas trama

A minha alma

Cheia de amor

Aprendido

Em UTHIACOR, 

Em Quínara, 

Em Évora

Em Sintra 

E agora,

Aqui, na AMADORA !


IIIi


Quando

O sonho,

Toma 

Outro  caminho

Que nos desanima, 

Que não nos entusiasma,

Pelo espinho 

Que nos lança

Sem segurança, 

Nem esperamça,

Sobretudo,

Quando 

Ainda se é criança...


IV


Nada

Ainda

Alerta,

Desperta

A uma criança

Ou numa criança,

Quando,

Ainda

Pequena,

Genuína,

Sem consciência 

Da malícia

Que passa

Na nossa 

Existência, 

Sem nenhuma desconfiança 

Da desgraça

Que arrasa

A todos o que estão à volta

Dela,

Ainda

Incrédula...!


V


É Fenomenal

A lembrança

Da terra

Natal,

De Quínara,

De Bolama,

De Uthiacor,

Onde aprendi

Amar

A cada pecador,

A Cada 

Criatura

Cândida, 

Angêlica

Ao redor,

Em cada

Tabanca...,

Até quando decidi

Emigrar

Como estudante,

Como servente,

Como pintor, 

Como carpinteiro,

Como apontador, 

Como sub-empreiteiro,

Como vendedor

Ambulante,

Como comerciante

Como professor,

Educador,.

Docente

Consciente...!

Tanta dança

E andança

Desta homem ainda

Criança,

Que avança

Com a esperança

Em cada 

Praça.,

Como fulgor

E aroma...!


VI


A criança-homem

Que olha,

Que contempla

A ampla

Maravilha

Que tanto brilha

(Nos) A seus olhos

Quando, 

Junto dos filhos,

Netos,

Sobrinhos

Benquistos

De, com muitos

Carinhos

A tem...!


VII


Orgulhoso,

Grandioso,

Quando uso

Os pronomes 

Possessivos 

Meu,

Minha,

Meus,

Minhas

E chamo,

Os que eu amo

Os seus

Nomes...!!!


( Continua)


Brandoa (AMADORA, quarta-feira, 4:00), 07 de outobro de 2020.


                            KK

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