Não é assim,
Tão remota
Para mim,
Esta
Escrita!...
A MINHA ESCRITA
É UMA (AUTÊNTICA) PORTA
ABERTA
I
De tantos
Factos,
A sua soma
Me adoma
Nos tratos
Do dia
A dia
E me aperfeiçoa
Em tudo
O que me magoa
Neste mundo.
II
A minha escrita
Não é só (apenas) a tinta
Que escorrega
Sobre o papel branco,
Mas também uma porta
Deixada aberta
Por um manjaco
Na sua total entrega
À causa nobre
Do seu intrínseco
Timbre.
III
Sou obrigado
A escrever
Para não perecer,
Ou, para não esquecer
Tudo
O que me está a acontecer,
Ou, porventura,
Para esquecer
À minha dura
Amargura.
IV
A escrita
É a fome
Que me sacode;
É a sede
A um jarro de água sem volume.
PÓVOA DE SANTO ADRIÃO(3ª- FEIRA, 16H40 MINUTOS), 14/10/14.
KANKAMBAL MATTOS (NDO)

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