SONHAR,
CAMINHAR,
SE FOR PRECISO, DE CALCANHAR
I
A tempestade
Que impede
Os pescadores
De prosseguir
Os seus labores,
A fim de conseguir
O sustento
De cada dia
Para a alegria,
Para o seu teto
Para agradar
E sustentar
Os seus familiares
Em quaisquer lugares,
Acaba sempre por suster
E conter
O seu ímpeto
Que parecia
Infinito...
II
Em cada manhã
Da minha
Inatividade,
Sinto uma raiva,
Uma fúria
Desolador
No meu interior,
Porque eu sou aquele que sonha
Com o pulsar dos que estão ao redor,
Como os agricultores
Que sentem ameaçados
E preocupados
Pela intensa chuva
Que pode trazer a miséria
Aos seus moradores.
III
A inatividade
Do professor
É o contentamento
Dos alunos,
Porque assim, têm o tempo
Suficiente de se entreter
E de se divertir
À custa sofrimento
Do seu educador
Que se relaxa,
Ausente com baixa
Contra a sua própria vontade.
IV
Brevemente,
O docente
Ausente,
Virá ocupar
O lugar
Vago nas fileiras
Do seu estabelecimento
Escolar
E colmatar
Uma das cadeiras
Deste posto
De formação
E educação
Basilar,
No contexto
Geral do cidadão.
V
O docente
Se sente
Muito triste
Dia e noite
Porque não contribui com a sua parte
Para o aperfeiçoamento
E desenvolvimento
Do seu estabelecimento...
(Continua)
BRANDOA ( terça-feira, 5:05 ), 21 de setembro de 2021.
KK(NDO)

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