terça-feira, 28 de setembro de 2021

 O POETA

SE DESPERTA

DO ALERTA...


I


Num país /

Longínquo/,

Vivia/

Um indivíduo/

Na alegria/, 

E sempre à demanda do melhor/

Da vida/,

Sobretudo do amor/

A fim  de  ser mais feliz/...


II


Muitas das vezes/,

Em algumas fases/

Das suas deambulações/

Em várias direções/,

Se autoproclamava de poeta/,

Aquele ser cego/

Que vê tudo ao contrário /,

Mesmo/ 

Assim, continua/

A alimentar -se do que já não existe/.

Uma pura ilusão/ 

Vinda do coração/

Que habita/ 

No abismo/

E não vê a superfície/.

Vive do descuido/,

Do descanso/,

Da utopia/

Ou vive no piso inferior/,

Onde todos pisam/,

Atropelam/ 

E desprezam!

Nenhum alerta/ 

O desperta/

Do seu sono profundo/

 E quando/

Se levanta/

Já muito tarde/,

Já mais nada resta/

Ao seu redor/

Do seu amor/,

Senão a desilusão/

O desgosto /

 E o infortúnio/!!!...


III


Tudo se passa/

Às avessas/;

Tudo Se parte/

A leste/

E ao oeste/,

Sem nenhuma divisa/

E o poeta/,

Nem sequer dá conta/...


IV


A sua sorte/,

O seu horizonte/,

A sua vista/,

Só vislumbra/

A penumbra/

Antes da sombra/

Duma dada figura/;

Ignora/

A tristeza/

Que existe/ 

Na Natureza/,

Pois, a sua ótica/

É opaca/

Para tudo que tem nome/

Semelhante/

Ou  que se relaciona com negrume/...!


(Continua)


BRANDOA (Amadora, segunda-feira, 02:32), 20 de setembro de 2021.


                              KK (NDO)

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