O POETA
SE DESPERTA
DO ALERTA...
I
Num país /
Longínquo/,
Vivia/
Um indivíduo/
Na alegria/,
E sempre à demanda do melhor/
Da vida/,
Sobretudo do amor/
A fim de ser mais feliz/...
II
Muitas das vezes/,
Em algumas fases/
Das suas deambulações/
Em várias direções/,
Se autoproclamava de poeta/,
Aquele ser cego/
Que vê tudo ao contrário /,
Mesmo/
Assim, continua/
A alimentar -se do que já não existe/.
Uma pura ilusão/
Vinda do coração/
Que habita/
No abismo/
E não vê a superfície/.
Vive do descuido/,
Do descanso/,
Da utopia/
Ou vive no piso inferior/,
Onde todos pisam/,
Atropelam/
E desprezam!
Nenhum alerta/
O desperta/
Do seu sono profundo/
E quando/
Se levanta/
Já muito tarde/,
Já mais nada resta/
Ao seu redor/
Do seu amor/,
Senão a desilusão/
O desgosto /
E o infortúnio/!!!...
III
Tudo se passa/
Às avessas/;
Tudo Se parte/
A leste/
E ao oeste/,
Sem nenhuma divisa/
E o poeta/,
Nem sequer dá conta/...
IV
A sua sorte/,
O seu horizonte/,
A sua vista/,
Só vislumbra/
A penumbra/
Antes da sombra/
Duma dada figura/;
Ignora/
A tristeza/
Que existe/
Na Natureza/,
Pois, a sua ótica/
É opaca/
Para tudo que tem nome/
Semelhante/
Ou que se relaciona com negrume/...!
(Continua)
BRANDOA (Amadora, segunda-feira, 02:32), 20 de setembro de 2021.
KK (NDO)

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