O SONHO
QUE ILUMINA O MEU CAMINHO
I
Sonhar
E caminhar
Ou vice-versa,
É a causa,
A razão da minha
Existência,
Da minha
Vivência
Diária.
II
Solitário
E solidário
Para com todos os semelhantes,
Para com os familiares,
Com os amigos,
Que enfrentam os embates
Em todas as frentes,
Com os possíveis perigos
Em todos
Os lugares,
Sinto-me na obrigação
Como um cidadão
Com uma visão
De ancião,
De deixar alguns contributos
Ainda que diminutos
Dos conhecimentos
Adquiridos,
Alguns conselhos
Aos meus filhos,
Aos meus queridos
E adorados
Sobrinhos,
É a todos.
III
Dia
Após dia,
Vou escrevendo
O que me vem
À cabeça,
Da minha sentença
Da aprendizagem
Adquirida
Da vida
Vivida,
Ainda
Com insuficiência
E ignorância
De tudo o que queria
Saber,
Sobre o mundo
Conhecido.
IV
Nada
Me satisfaz
Ainda
Que, estando
A viver numa sociedade
Civilizada,
De paz,
E de iberdade,
Porque o que ouço
Pelas notícias tristes
Vindas de outros cantos,
Sobretudo
Da minha terra natal,
Em que estão morrendo
Irmãos por falta de tratamentos
Sanitários,
Por encerramento
Do Hospital
Simão Mendes(13)...!
Aos familiares ,
Os meus sentimentos
Profundos!
V
É com muita consternação
É pesar
Que ouço
De vez
Em quando,
Notícias
Desse género
Vindas da minha terra!
O meu coração
Se entritece
De negrume
Quando um regime
Pretende aniquilar
Todos,
Até os inocentes!
VI
Não, não!
Poupem a vida humana,
Pois ela é mais importante
Que o luxo que exibe
Na cidade de Bissau!
Voem
Pouco/ menos,
E Zelem
Da saúde pública,
Da educação!
Permaneçam/Fiquem,
Pelos menos, um mês
Para verem
Com os vossos próprios olhos
O que se passa com os vossos filhos,
O que se passa com os vossos irmãos,
Com as mulheres
E com os velhos
Do vosso país!
Inquieta -me muito a insensibilidade dos vossos espíritos!
(Continua)
BRANDOA (quarta-feira, 11:10), 22 de setembro de 2021.
KK(NDO)

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