A MOCIDADE
PRENDE
E DEFENDE
A NOSSA IDADE...
I
A madrugada
Regada,
(Rasgada)
Com lufada
De cada
Camarada
No seu trajeto,
No seu percurso
Em direção
Ao local de trabalho,
Convicto
No seu percurso,
No seu trilho,
Na sua ambição,
Na sua determinação
Humana
E quotidiana...
II
Pragmático,
Idílico
No perímetro sintomático
Do ciclo emblemático
Em que o simbólico,
Se apoderou do nosso palco
Psicológico,
Político,
Sócio-económico
Cultural
E moral
Da nossa terra natal,
Não tenho, afinal,
Nenhuma alternativa sanzonal
Para procurar outro quintal...
III
Os campos
Estão minados
De mancebos,
Lobos
Novos,
Camuflados
De corpos
Dourados,
Pintados
De cores
De acres,
Abutres
Sedentos
E famintos
De trevos...
IV
A obra
Que sobra,
Pela quebra
Da iniciativa
Ativa,
Da nossa diva,
Que nos dava
Coragem e seiva
Nova,
Para prosseguirmos na luta
Para a conquista
Que constituia a nossa meta.
V
A caminhada
Na aventura
Da criatura
Na terra,
Às vezes parece uma loucura
Por parte da pessoa ajuizada,
Mas, como se costuma dizer:
" Quem não arrisca,
Não petisca",
Pode parecer
Uma verdade verdadeira,
Aquela que podemos
Apelidar, de verídica,
Quando conseguirmos
Atingir os alvos,
Os objetivos...
VI
Setembro
Vitorioso,
Saboroso,
Com seu pelouro,
Com o seu tempero,
Com o seu cheiro,
Está quase no seu término,
E, assim, NDO recupera o seu sono,
E, eu, termino
O meu treino
Poético quotidiano...
(Por concluir)
BRANDOA (AMADORA, segunda-feira, 01:10), 28 de setembro de 2020.
KK

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