sexta-feira, 17 de setembro de 2021

 REPITO

TANTO

O CONTO

QUE MUITO

GOSTO...!


I


O poeta

Profana

Tanto

O que gosta,

Banaliza

Muito

O que seu coração 

Armazena

Na sua profundeza,

Como o que a Natureza

Apresenta

Na paisagem

Tão colorida 

Exibida 

À cada 

Visão 

Do Homem

Atento

No seu pleno

Humano 

Nas suas faculdades

E especificidades

Pessoais

E individuais.



II


O seu interior

Com o pendor

De amor

Pode vir

A transformar-se na dor

No provir.


III


O poeta

Exalta

Em demasia

Na sua poesia,

O que domina 

À sua alma

Humana

E divina,

O que ama

Em excesso,

Mesmo que o sofrimento

Seja o peso

Dominante

Da sua mente,

Do seu subconsciente

Ainda que isso possa vir

A contribuir

Para o seu padecimento...


IV


O poeta

Vive

De alerta,

Convive

Com a porta

Sempre aberta

E não esconde

O que o invade,

O que o hospede

Traz

Que pode

Abanar,

Arruinar

A sua paz

Interna,

O que mina

A sua sina.


V


O poeta

Nunca está 

Sossegado.

Está 

Sempre inquieto

Com qualquer assunto

Que mói 

E rói 

O seu miolo,

O atropelo 

Que vem quando está

Em deszelo!



VI


O poeta

Vive

De amor, 

O combustão 

Da sua existência 

Diária, 

Terrena,

Humana,

Porque já se passou

E ultrapassou

As fases

De crises

De atração, 

De paixão,

Até atingir o  verdadeiro,

O sincero

Amor,

O seu esplendor,

O seu zênite,

E que mais nada o remove,

Senão 

À morte,

Até 

À morte!!!


(Continua)


BRANDOA(AMADORA, SÁBADO,  05:05), 18 DE SETEMBRO DE 2021.


         KK(NDO)

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