ANOS
DOIRADOS,
AFINADOS
E DE TREINOS...
I
Decorria
O ano
De negrume,
Ano
Negro
Na vida
De um negro,
Ano
Em que tudo
Se desvanecia
No meu semblante
A alegria
Que caracterizava
A minha vida
Desde 1989...
II
Parecia
Que um pedaço
De mim
Tinha caído...
III
Nada podia
Recompor
O amor,
A alegria,
O furor,
O esplendor
Do filho
Do lavrador,
Filho
Do agricultor
Do milho
Em Bolama,
Em Kantoma,
Em Quínara,
Em Nova Sintra
Ou em Djitu de Cobra...
IV
Eu não sabia
O que era
A tristeza,
Porque vivia
Na alegria,
Na abundância
Da minha família...
V
E tudo isso
Acabou,
Terminou
Desapareceu,
Se desvaneceu
E só reina
A desgraça,
O infortúnio
À minha volta...
VI
Anos
D prosperidade,
De fartura,
Cederam a desventura,
A infelicidade,
Treinos
Para ouros
Terrenos
Mais dourados,
Mais de prosperidade
E de felicidade...!
( Continua)
Em lugar incerto, 07 de junho de 2014.
Mattos (NDO)
IV

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