O ESPAÇO
EM BRANCO,
FICA PARA O ESBOÇO
POÉTICO
DO LOUCO
MANJACO...(na foto, escrita manuscrita)
I
Se pudesse
Estar
Hoje,
Lá
Bem longe,
A desfrutar
O interesse
Daquela
Localidade,
Naquela
Lala
Onde
Vive a minha comunidade,
E aproveitasse
A oportunidade
Para contemplar
A maravilha
Daquela
Ilha,
A brisa
Misteriosa,
A beleza
Da Natureza
No seu estado natural
Sem a brutal
Intervenção
Da mão
Humana,
Que destrona
Totalmente
O que de belo,
O sigilo
Que nela
Existe...!
II
Oh! Ainda
Me lembro
O que cada membro
De Quínara
Lançara,
Plantara
Sobre a terra
Fértil,
O quintal
De Faran Matto,
Ou no quintal
Portal(r),
Tanta
Fruta,
Tanto
Fruto
Para o alimento
Infantil,
Juvenil
E senil,
Para qualquer
Jovem,
Mulher,
Para qualquer
Ser
Humano
Ainda
Com algum tino
Da importância
Da vida!!!
Tanta
Abundância
Para a sobrevivência...!!!
III
Oh! Como ainda
Me lembro
O sussurrar do rouxinol
Em Bodjol,
Em Nova Sintra,
Cantoma,
Apanhar a canoa
E atravessar o rio
De São
João
Cruzar
No porto
De Bolama,
Com o Casacá
Que trazia os transeuntes
De Bissau
Que vinham passar
O fim-de-semana,
E a bordo,
O famoso conjunto
"Mamadjumbu"...!
IV
Que menino,
Já hoje
Velho,
Não se lembra
Da minha famosa,
Formosa
Ilha,
"Djiu" de Cobra,
Pidjungutu,
N,tatcha,
Telegra,
Caliquir,
Praia de Ofir,
Madina,
Uatu,
Bolama de Bas,
...
...!
V
Esse tempo
Virá,
Chegará,
Se o meu corpo
Ainda
Suportar,
Aguentar
As agruras
Da vida,
E tiver
Força
Anímica,
Como o tio Maca,
A calma
Impressionante
Do meu tio Vicente,
(Mamaru),
A génica
Da mamã Babepebul
(Maria),
A voz suave
Da mamã Bamecente,
A acalmia
E alegria
Da mamã
Tchaku
(Rosa),
A estridente
E quente
Beleza
Da mamã Inácia...!
VI
Oh! Como me lembro
De Portugal manjaco,
Portugal mancanha,
Onde se situavam o aeroporto
E a fábrica de compota
"Anura",
Sindjan,
E tantas
Outras, outras
Tabancas
Da ousada,
O " ninho dos terroristas",
A minha querida
Bolama,
Situada
Na minha alma,
Que tanto me chama
Em cada manhã...!!!
(Continua)
Alfornelos (terça-feira, 13:14), 26 de maio de 2026.
kKNDO
(FF1)

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