segunda-feira, 4 de maio de 2026

 TANTA

E TANTA

COISA

PRECIOSA...


I

Tanta

E tanta 

Coisa

Maravilhosa

E ruim

Que já vi

E escrevi

A Abarrotar 

Pelas gavetas,

E, enfim,

Tenho que voltar 

A escrever

Como um dever

Para não perder...


II


Difícil,

Mas não impossível,

Desde que arranje

Um tempinho

Para que o sonho

Que eu tenho

Se torne 

Real 

E pessoal...!


III


As noites

Ocas,

Brancas

E vazias 

Devem ser preenchidas

Com assuntos importantes,

Pois, não devem ser silenciadas 

Deixadas 

Ao acaso!

É preciso

Que elas sejam ricas

Cheias 

De conteúdos

Interessantes

Respeitantes 

À política,

À economia,

À cultura,

À sociedade,

Ao futebol, etc, etc,

Para todos 

Os leitores,

Bem como para escritores 

Apreciadores 

De boas

E ótimas 

Leituras com vários e diversificados 

Temas...


IV


O mês de maio

É o culminar

De todas 

As decisões,

De todos os atos,

Projetos,

Sonhos 

A que na  minha língua materna,

Manjaco( língua manjaca),

Designamos,

Chamamos

De "Pli maio akongué"(1),

É o mês de todas as decisões 

E lembro-me muito dos meus tempos 

Estudantis,

Dos últimos exames,

Catequeses

A fim de sermos batizados

Na Igreja Católica 

De Canchungo,

Na Escola Primária de Uthiacor,

Baboque.


V


Oh! Como bem me lembro!

Do professor Fernando Una da Silva,

Do professor Hitler, do professor Alexandre,

Da professora Linda Baticã Ferreira,

Do professor Antero Sampaio da Cruz na cidade de Canchungo!

Os tempos recuados, os tempos que já lá vão,

Os tempos remotos naqueles cantos!

Oh! E aqui, aproveito o azo para todos eles, homenagear!


VI


Oh! Como bem ainda me lembro!

Como ainda tenho memória fresca daqueles 

Tempos em que éramos ainda meninos e as correrias que fazíamos para encontrar aquilo que queríamos...!

Desde "guetutche" ou batutche (2), subir mangueiras, cibes à procura de ankul, laranjas, mancarra, etc, etc.

Oh! "Belles époques" (3) da nossa meninices traquinices, de diabruras...!

Eramos felizes à nossa maneira...!


1. A chegada de maio (do mês).


2. À procura dos restos de arroz nas bolanhas( são terrenos baixos, lodosos e alagadiços na Guiné-Bissau, situados nas margens dos rios).

3. Belos tempos.


(Continua)


BRANDOA ( terça-feira, 03;48), 05/05/2926.


KKNDO.

(FF1)

Sem comentários:

Enviar um comentário