A MANHA
DE MANHÃ
I
Nada tenho
Para fazer.
Apenas tenho
Que escrever
O que não consegui
Fazer;
O que não aprendi,
O que perdi.
II
Gorei
O que neste semestre
Planeei
Como Mestre,
Como arquiteto
Como o esboço,
Cada traço
De cada projeto.
III
A um canto,
Procurei,
Para refrescar
Cada ideia
Retida
Na cabeça
Cheia
De nonharia,
Ou vazia
De assunto,
De pensamento,
De conteúdos
Válidos;
Me esforcei
Na esperança
Que vinha desde criança...
IV
Manhã
Cinzenta,
Turbulenta,
Suculenta
De notícias
Más,
Tristes
Como noites
Frias
E sombrias
Com uma cara de manha
Estranha!
V
Sem
Ninguém,
Nesta nuvem
Que cobre
Alguém,
Que sofre
De solidão
No meio tanta
Multidão;
Apenas lhe resta
A escrita,
A única coisa
Que espanta
E afasta
A depressão
E levanta
A coragem
Intensa
De um homem...
Continua
Babilónia(Amadora, 23 de Dezembro de 2017.
KK (NDO)

Sem comentários:
Enviar um comentário