domingo, 27 de junho de 2021

 A MANHA

DE MANHÃ


I


Nada tenho

Para fazer.

Apenas tenho

Que escrever

O que não consegui

Fazer;

O que não aprendi,

O que perdi.


II


Gorei

O que neste semestre

Planeei

Como Mestre,

Como arquiteto

Como o esboço,

Cada traço

De cada projeto.


III


A um canto,

Procurei,

Para refrescar

Cada ideia

Retida

Na cabeça

Cheia

De nonharia,

Ou vazia

De assunto,

De pensamento,

De conteúdos

Válidos;

Me esforcei

Na esperança

Que vinha desde  criança...


IV


Manhã

Cinzenta,

Turbulenta,

Suculenta

De notícias

Más,

Tristes

Como noites

Frias

E sombrias

Com uma cara de manha

Estranha!


V


Sem

Ninguém,

Nesta  nuvem

Que cobre 

Alguém,

Que sofre

De solidão

No meio tanta

Multidão;

Apenas lhe resta

A escrita,

A única coisa

Que espanta

E afasta

A depressão

E levanta

A coragem

Intensa

De um homem...


Continua


Babilónia(Amadora, 23 de Dezembro de 2017.


                             KK   (NDO)

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