sábado, 19 de junho de 2021

 ERA

UMA VEZ 

NA MINHA TERRA,

A ESTUPIDEZ

QUIS

MANDAR NO PAIS,

CONTRA

A LUCIDEZ...


I


Ativamente,

Muita gente

Participou na campanha

Da eleição 

Presidencial,

Com o objetivo

De tirar o povo

Da situação 

Mesquinha

Existencial,

Da miséria

Em que a maioria

Vivia,

Implementando uma verdadeira

Democracia

Que substituiria 

A ditadura

Disfarçada em pluralismo

No psiquismo

Coletivo

Do povo...


II


Eu, inclusive,

Participei de ânimo leve

Nesse carnaval,

Em que o Eixo

Do Mal

Levou melhor

Pelo pior

Motivo,

Ludibriando 

O povo

Com promessas

Falsas,

Distribuindo

Moedas,

Notas

 Falsas

Às camadas

Menos informadas,

Necessitadas 

E desprovidas

De um suporte mental,

Melhor,

Camada maleável...


III


Até hoje,

O povo 

Ainda está longe

Da miragem,

Da utopia

De um grande homem

Que sonhava com uma ilha

Sem guerrilha,

Uma ociedade 

Construída 

Num princípio

Não ambíguo,

Baseado,

Exetcido

Na liberdade,

Na igualdade,

Na fraternidade 

Entre todos os homens,

Sem distinção

De religião,

Cor, 

Raça,

Ideologia

Ou género... 


IV


Volvidos

Quase dois 

Meses,

Ainda 

Persistem impasses

Que toldam

E agudizam

Crises

Já crónicas 

De décadas, 

Na terra abeçoada

Pelos meus antepassados,

Que pegaram  

Em armas 

E lutaram

Contra 

O colonialismo mais temível

E retrógrado 

Que a História conheceu

E que o povo viveu

E enfrentou 

Heroicamente...


V


"El pueblo

Desejara " cambiar

Al presidente

Para el desarrollo

Y progreso de las personas"

E eis o que  o destino

O chutou

Para o jogo

Fora das urnas

E já não tem pernas 

Para andar...

A sorte 

Fintou 

A esperança

De um povo

Que pensava ter força 

Suficiente

Para fugir a condição

De escravo

Na sua NAÇÃO...


VI


Era uma vez,

E eu também 

Sonhador

Como aquele lavrador,

Aquele pescador ,

Aquele lutador

Que deu a sua vida

Para que a criança 

Possa

Ter a esperaça

De um futuro digno, 

Melhor,

Com amor,

Um destino 

Igual às tantas outras

D,outras

Terras...!


VII


O bombolom

D,outro som

E com outro tom,

Debaixo dum grande poilom,

Que pudesse/tivesse um dom...!

Os filhos do nosso chão,

Não tiveram a mesma interpretação 

Da vontade expressa nas urnas,

Recorreram outra explicação,

Mas, infelizmente,

Até agora

Não encontraram o intérprete 

Da sua divina 

E soberana

Vontade...


VIII


O que está a passar

Na minha GUINÉ,

Que tem a marcha idêntica 

A de uma baraa

Tinta?!

Porquê 

A batota

Na minha República?

O que impede o nosso progresso?

Porquê, sempre o retrocesso?

Todas as sociedades progridem!

Menos a nossa?!

Porquê  a fraude?

Porque não o jogo limpo,

A fim de evitar o sofrimento 

Do povo?


Continua


Brandoa(Amadora, quarta-feira, 22h00), 19 de fevereiro de 2020.


                                            KK(NDO)

Sem comentários:

Enviar um comentário