sábado, 19 de junho de 2021

 SIRVO

SEM UM CENTAVO,

O MEU POVO

PARA QUE DEIXE DE SE ESCRAVO....

I


Vou fugir,

Para ir 

Servir

O meu mano,

O meu povo,

Para que deixe de ser escravo 

No seu próprio terreno,

No seu próprio chão 

Na sua própria nação,

Pelo seu próprio irmão!


II


Os meus olhos

Só vêem,

Os meus ouvidos só ouvem

Barulhos 

Dos gatilhos

Esprimindos pelos filhos

Da minha terra,

Porque as armas

Só trazem 

A guerra,

Só fazem

Derramar as lágrimas 

No chão que era

Sagrado

No passado!


III


Nunca para

O choro

Daquela terra

Que tanto quero,

Que tanto adoro,

Na primavera,

No verão, 

Outono

Ou no inverno, 

Sobretudo, 

Quando 

A chuva

Lava 

Bem o seu chão 

No mês de agosto

Quando a visito

Nas férias !

Ó que alegrias

Traz a chuva

Para o meu povo,

Que, apesar de ainda escravo,

Se sente ainda mais vivo!


III


O tempo

Passa

E cada vez mais cansa

O corpo

Do irmão,

Que, sob o sol ardente,

Luta com muita dedicação,  Pelo pão 

Do que dele, ainda está depente!


V


Na cama,

A consciencia 

Chama

A minha cidadania 

Para os que estão famintos, 

Expostos 

Aos esquecimentos 

De tantos

Governos

Que se tornaram

Eternos

E jáse transformaram

Em donos!

Fizeram

Da minha terra, os seus reinos!


VI


Nós, 

Eternos

Peregrinos,

Ébanos

Humanos,

Provincianos 

Que, nos centros urbanos, 

Transformamo-nos

Em palacianos

Quase divinos!



VII


No escasso

Tempo

De descanso

Do meu corpo,

Procuro a sua alegria 

E harmonia

Com a mente,

Que está em permanente 

Inquietação 

E preocupação 

Com a minha NAÇÃO, 

Que está sempre em ebulição,

Para não dizer revolução 

Ou regressão!


(Continua)


Brandoa( sexta-feira,  03: 51), 26 de fevereiro de 2021.


                                      KK IOIÓ

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