Lembrar
Este dia:
“ALGUIM,
KIM,
KU
NÔ TERRA
IARA ? !!!”
I
É uma praga
Que esmaga
A nossa Guiné,
Que nega
A sua prosperidade,
E felicidade?!!
É uma praga
Que o seu povo
Paga
Na sua pele?!!
II
Ai, minha Guiné!
Jamais
Voltará
A ser aquele país,
Aquela terra
D,outrora?!!!
III
A instabilidade
Permanente
Deixa cada compatriota
Demente,
Doente,
Apreensivo
Pelo “desnorte”
Do seu povo,
Porque vê a sua sociedade
Cada vez mais distante
Do seu desígnio,
Da meta
Deste
Milénio!
IV
Os guineenses
Fora
Da sua terra,
Os guineenses
Na diáspora,
Estão muito tristes
Pelos atos,
Pelos acontecimentos
Constantes
E frequentes
Atribuídos aos seus dirigentes
Políticos,
E militares,
Que não têm sido idóneos
Na condução
Do destino da sua Nação.
V
Que pena
Esta sina,
Que nos condena
E nos depena,
Na cena
Nacional
E internacional!!!
VII
Eu, pessoalmente,
Repugno
E condeno
Veementemente
Todos
Os atos e medidas tomados
Com precipitação,
Tomados
Sem meditação,
Precaução
E ponderação,
Tanto da parte
Do presidente
Ou do outro dirigente.
VIII
Bem longe,
Hoje,
Da minha pátria
Escondido
Num canto,
Mas não indiferente
Em relação a tudo
O que se passa
Naquela praça
Maravilhosa,
Com receio
E medo
Do “rastreio”
Que possa vir
A conduzir
A minha terra
A uma eventual guerra
Civil,
Pois, existe
No presente,
Um barril
De pólvora
Latente,
Uma guerra
Sempre ignóbil !
IX
Não !
Não,
À ressurreição
Dos fantasmas
Do passado nas almas,
Já calmas
Da minha gente,
Do meu povo !!!
X
Os dirigentes
Atuais
Do nosso país,
Deveriam
Aprender
Com os erros
Dos que nos governaram
No passado recente;
Deveriam
Pôr a mão
Na consciência
E ultrapassarem
As querelas pessoais,
Os ódios, as vinganças e os rancores
Individuais
E pensarem
Nos dividendos
Coletivos,
No desenvolvimento
E progresso
Da Nação
Guineense.
XI
Ninguém
Deve pôr em causa
A felicidade
Do povo
Em geral
E tentar gerir
Os negócios
Da Pátria,
Da Nação
Como se fossem
Do seu lar,
Da sua própria casa!
XII
“ Quero, posso e mando”,
Deve ser banido
Numa sociedade
Que se pretende
Ser progressista,
Democrática,
Pluralista
E igualitária.
XIII
Se a Constituição
Da República,
É ambígua
Na sua interpretação,
Ela deve ser revista
A fim de a adaptar,
Aos tempos modernos,
À luz da modernidade,
Como um Estado de direito,
Evitando
À tirania
E à usurpação
Do poder
Por qualquer
Ser,
Por qualquer
Dirigente,
No presente
E doravante.
XIV
Por esta Nação,
Não
Cessa a pulsação
Do coração,
Deste cidadão
Na emigração!!!
PÓVOA DE SANTO ADRIÃO ( ODIVELAS, 4ª FEIRA, 11H20 MINUTOS), 26 DE AGOSTO DE 2015.
KANKAMBALL ( NDO

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