A MANCHA NEGRA
NA MINHA TERRA...!
I
Minha
NHANHA(1),
Raínha
Dos Bijagós,
Nos Arquipélagos
Dos Bijagós,
Ouviste
O apelo
Do Continente
Pelo
Atropelo
Às leis da NAÇÃO,
Emanadas pela Constituição
Da República,
A grande Tabanca?
II
Por tanto
Abandono,
Esquecomento,
Sofrimento,
Já não sabes,
Já não percebes
O que é o adorno
No teu trono,
No teu Reino!
III
No teu abandono,
No teu esquecomento,
No teu recolhimento
E confinamento,
Há quase um ano
Que o vento
Trouxe um novo dono,
Um novo inquilino,
Tirando-te,
Roubando-te
O assento,
E já não és senhoria
Na tua própria
Concelhia...!
IV
As águas
Calmas,
Limpas
Do teu "oceano",
Enxugarão
As lágrimas
Nas almas
Da tua gente
Inocente;
Trarão
Outros teus filhos decentes,
Capazes
E inteligentes
Para ocuparem
Aquele lugar
No teu lar...,
Para estancarem
As tuas constantes
Crises...!
V
Há um tempo
Que o corpo,
No campo
Ou no meio urbano
Deste teu abandono,
Que sabe esperar
O "uivar"
Do vento
De agosto
Ou de setembro
Próspero,
Revolucionário,
Solidário,
Porque o filho africano,
Sabe esperar...!
VI
Um dia,
O povo
Triunfará
Na nossa terra,
Porque tem objetivo...!
1. NHANHA, minha querida mãe .
(Continua)
BRANDOA( 03:47), 27 de janeiro de 2021.
KANLAMBAL

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