sexta-feira, 6 de agosto de 2021

 A MANCHA NEGRA 

NA MINHA TERRA...!


I


Minha 

NHANHA(1),

Raínha

Dos Bijagós,

Nos Arquipélagos 

Dos Bijagós,

Ouviste 

O apelo

Do Continente 

Pelo

Atropelo 

Às leis da NAÇÃO, 

Emanadas pela Constituição 

Da República, 

A grande Tabanca?


II


Por tanto

Abandono, 

Esquecomento,

Sofrimento,

Já não sabes,

Já não percebes

O que é o adorno

No teu trono,

No teu Reino!


III


No teu abandono,

No teu esquecomento,

No teu recolhimento 

E confinamento,

Há  quase um ano

Que o vento

Trouxe um novo dono, 

Um novo inquilino,

Tirando-te,

Roubando-te

O assento,

E já não és senhoria

Na tua própria

Concelhia...!


IV


As águas

Calmas,

Limpas 

Do teu "oceano",

Enxugarão 

As lágrimas 

Nas almas

Da tua gente

Inocente;

Trarão 

Outros teus filhos decentes,

Capazes

E inteligentes

Para ocuparem

Aquele lugar

No teu lar...,

Para estancarem

As tuas constantes 

Crises...!


V


Há um tempo

Que o corpo,

No campo

Ou no meio urbano

Deste teu abandono,

Que  sabe esperar 

O "uivar"

Do vento

De agosto

Ou  de setembro

Próspero,

Revolucionário, 

Solidário,

Porque o filho africano,

Sabe esperar...!


VI 


Um dia,

O povo

Triunfará 

Na nossa terra,

Porque tem objetivo...!


1. NHANHA, minha querida mãe . 


(Continua)

BRANDOA( 03:47), 27 de janeiro de 2021.


KANLAMBAL

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