sexta-feira, 27 de agosto de 2021

 OS  VENDAVAIS

DO MEU   PAÍS


I

 A balbúrdia,

A discórdia

Que irradia

E incendeia

Dia

Após

Dia,

Aquele pequeno

E grande 

País

À beira -mar,

Junto ao Oceano

Atlântico,

Preocupa -  me imenso !


II


A loucura

Por aquela

Bela

Terra, 

Impele - me  à escrita,

Para dizer 

E transmitir

O que penso

E o que sinto

Por ela

E pelo povo

Que me incita

A desbravar o manto

Inculto

E denso.


III


Os instintos

Individuais, 

São consequências

Dos vendavais,

Das ventanias

Que sopram do Oeste

E do Este

Do meu país,

Que nos dividem

Em todos os momentos.


IV


Devemos 

Conter

As nossas emoções

E agirmos 

Racionalmente

Em prol das nossas populações,

Do nosso povo

E do nosso país.


V


O país

Encontra - se

Em crise,

Encontra - se

Numa situação difícil

E não é fácil

De um momento

Para outro,

Encontrar uma solução

Consensual

Que dirima

O problema

Do conflito

Individual

E pessoal

E se encontre o foro

De entendimento

Entre os principais

Agentes,

Dirigentes,

Atores

Políticos e militares

Da Nação.


VI


Devemos 

Exortar

Os nossos governantes,

Os nossos dirigentes

A se dialogarem,

A não se digladiarem,

A não medirem

Forças

E tentarem

Minimizar as desgraças

Do povo

Que se tornou,

Que se transformou

No escravo

Das suas contendas

Desenfreadas.


VII


Devemos

Pedir

Aos nossos governantes,

Aos nossos dirigentes,

A imitarem

Os exemplos

E zelos

Dos nossos vizinhos(Senegal, Gâmbia e Guiné - Conacri),

Que se pautam 

Pelo diálogo,

Consenso,

Compromisso,

Entendimento

E assim, atingem 

Os objetivos

Que pretendem

E definem

Para os seus povos,

Enveredando pelos caminhos

Dos seus sonhos:

Paz,

Progresso

E desenvolvimento.


VIII


Por que razão

Os guineenses

Não podem rir,

Não podem brincar,

Não podem dormir

E sonhar

Com a paz,

Sossego,

Tranquilidade,

Democracia,

Justiça

E felicidade?


X


Por que razão 

Não escrevo

Sobre o desenvolvimento

Do meu país

E apenas e só o conflito

Atrás

De conflito?


XI


 Se as armas 

Se calarem,

Se os políticos e militares

Se entenderem,

As lágrimas

Cessarão 

De verter

Nas faces

Ténues

Das mulheres 

E mães guineenses;

Diminuirão

As crises

E o sol brilhará

Em todos os cantos 

E recantos

Da nossa terra!


XII


É o sonho

Do homem,

De quem

Sempre

Ergue o punho

E o pano

Africano

Que o cobre,

Em sinal da luta/ vitória,

E da alegria

Em cada dia.


XIII


É por esta  Nação,

Que não

Cessa a pulsação

Do coração,

Deste cidadão,

Na emigração.


PÓVOA DE SANTO ADRIÃO ( ODIVELAS, quinta feira, 12horas 21 minutos), 27 DE AGOSTO DE 2015.


                                                                                                                                                                                      KANKAMBALL ( NDO )

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