OS VENDAVAIS
DO MEU PAÍS
I
A balbúrdia,
A discórdia
Que irradia
E incendeia
Dia
Após
Dia,
Aquele pequeno
E grande
País
À beira -mar,
Junto ao Oceano
Atlântico,
Preocupa - me imenso !
II
A loucura
Por aquela
Bela
Terra,
Impele - me à escrita,
Para dizer
E transmitir
O que penso
E o que sinto
Por ela
E pelo povo
Que me incita
A desbravar o manto
Inculto
E denso.
III
Os instintos
Individuais,
São consequências
Dos vendavais,
Das ventanias
Que sopram do Oeste
E do Este
Do meu país,
Que nos dividem
Em todos os momentos.
IV
Devemos
Conter
As nossas emoções
E agirmos
Racionalmente
Em prol das nossas populações,
Do nosso povo
E do nosso país.
V
O país
Encontra - se
Em crise,
Encontra - se
Numa situação difícil
E não é fácil
De um momento
Para outro,
Encontrar uma solução
Consensual
Que dirima
O problema
Do conflito
Individual
E pessoal
E se encontre o foro
De entendimento
Entre os principais
Agentes,
Dirigentes,
Atores
Políticos e militares
Da Nação.
VI
Devemos
Exortar
Os nossos governantes,
Os nossos dirigentes
A se dialogarem,
A não se digladiarem,
A não medirem
Forças
E tentarem
Minimizar as desgraças
Do povo
Que se tornou,
Que se transformou
No escravo
Das suas contendas
Desenfreadas.
VII
Devemos
Pedir
Aos nossos governantes,
Aos nossos dirigentes,
A imitarem
Os exemplos
E zelos
Dos nossos vizinhos(Senegal, Gâmbia e Guiné - Conacri),
Que se pautam
Pelo diálogo,
Consenso,
Compromisso,
Entendimento
E assim, atingem
Os objetivos
Que pretendem
E definem
Para os seus povos,
Enveredando pelos caminhos
Dos seus sonhos:
Paz,
Progresso
E desenvolvimento.
VIII
Por que razão
Os guineenses
Não podem rir,
Não podem brincar,
Não podem dormir
E sonhar
Com a paz,
Sossego,
Tranquilidade,
Democracia,
Justiça
E felicidade?
X
Por que razão
Não escrevo
Sobre o desenvolvimento
Do meu país
E apenas e só o conflito
Atrás
De conflito?
XI
Se as armas
Se calarem,
Se os políticos e militares
Se entenderem,
As lágrimas
Cessarão
De verter
Nas faces
Ténues
Das mulheres
E mães guineenses;
Diminuirão
As crises
E o sol brilhará
Em todos os cantos
E recantos
Da nossa terra!
XII
É o sonho
Do homem,
De quem
Sempre
Ergue o punho
E o pano
Africano
Que o cobre,
Em sinal da luta/ vitória,
E da alegria
Em cada dia.
XIII
É por esta Nação,
Que não
Cessa a pulsação
Do coração,
Deste cidadão,
Na emigração.
PÓVOA DE SANTO ADRIÃO ( ODIVELAS, quinta feira, 12horas 21 minutos), 27 DE AGOSTO DE 2015.
KANKAMBALL ( NDO )

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