domingo, 22 de agosto de 2021

 UM REPTO

AOS MEUS CAROS CONCIDADÃOS:

O VOLUNTARIADO 

PARA A GUINÉ-BISSAU!


    Como cidadão/ preocupado/ com a sua nação/, venho fraternalmente/ através deste/ meio, lançar um repto: voluntariado para a Guiné-Bissau! 


   Eu, que nada fiz/ para aquele país/ que me viu a nascer/ e crescer/, gostaria de voltar/regressar/, a fim de dar o meu quinhão/, a minha contribuição/ para a construção/reconstrução/ daquela Nação/ do meu embrião/.

   Eu queria/terminar os meus últimos dias naquela terra, a fim de me sentir real e totalmente realizado como pessoa e compensar o que aquela Nação e os meus familiares fizeram para que eu, hoje, pudesse pelo menos, ter a consciência de estar a escrever e a refletir sobre à minha Nação principalmente e sobre os seus problemas. Muito me dói ouvir falar mal do meu país, pois, é como se alguém falasse mal de mim, isto é, me acusasse indiretamente ou pessoalmente.

   O voluntariado para fazer/ com que o país se evolua/, se desenvolva/ e permita/ devolver/ a dignidade/ e a felicidade/ que aquela gente humilde/ e alegre merece!

   O objetivo é tirar a Guiné da situação em que, ironicamente, não consegue desvincular-se/ e desenraizar-se: da instabilidade, da corrupção, da inércia, do nepotismo, do clientelismo, do egoísmo, da apropriação indevida da “coisa pública”, da falta de respeito para com a pessoa humana, etc, etc.

   

   Dói-me,

   Mói-me

   Tudo o que se passa,

   E grassa

   Naquele lindo país,

   Naquele canto maravilhoso

   Dos meus pais,

   Naquele paraíso

   Da criação,

   Da nossa geração

   Que está em degradação,

   Que está em podridão,

   E que urge e se torna preciso,

   À sua recuperação

   Como uma grande Nação!


   Há bom pouco tempo, nas minhas reflexões soltas, neste mesmo espaço/, que chamo/denomino de laço/, tinha solicitado aos Excelentíssimos senhores da governação/, da Nação/, 

respetivamente, o sr. Vaz e o sr. Pereira, que dessem/ mãos/, que andassem de mãos / dadas como irmãos/, a fim de permitir a paz à nossa terra! Mas, infelizmente, esse meu apelo não teve o efeito necessário, desejado, não teve o eco esperado nos meus irmãos que conduziam o destino da nossa Nação.


   

   Estou disposto,

   Neste (meu) repto

   A encontrar irmãos

   Para aprofundarmos 

   Reflexões

   Com o intuito

   De encontrarmos

   A plataforma

   De entendimento

   E de resolução 

    Do problema

   Que afeta  à nossa Nação.


Tenho saudades do tempo que não volta mais, do tempo que apenas está na minha consciência, o tempo é apenas de reminiscência da infância, da adolescência/, da juventude, da minha mocidade, naquela bela cidade de Canchungo, sobretudo da Rotunda de Três Luz.! Mas não é da saudade que aqui venho falar. Venho falar duma realidade/ preocupante atualmente/, para todos aqueles que amam realmente/ aquela terra, venho falar do meu repto sobre o voluntariado para a Guiné-Bissau. Voluntariado como aquele que efetuei nos meus tenros 17 anos em Canchungo, dando aulas debaixo duma frondosa árvore, duma mangueira, ensinando e instruindo os meus conterrâneos/compatriotas mais novos, o ABCD . Sentia-me muito feliz naquela altura, por estar a ajudar os meus irmãos! Sentia-me muito feliz, porque fazia algo útil a minha comunidade, à minha sociedade. Sentia-me feliz também, por saber que estava a compartilhar o mesmo espaço, numa sala contígua, com o meu antigo professor primário, o ilustre professor Antero Sampaio da Cruz, dando aulas aos mais pequenos, na antiga Escola Primária da Missão Católica. Oh! Que bom recordar/ e voltar/ a viver/ com o prazer/ o tempo que não volta!


   Eu sei e estou perfeitamente/ consciente/ que é fácil/ dizer/, falar/ sobre o que vamos/ ou devemos/ fazer/. Mas, na hora da verdade, torna-se difícil/, a sua efetivação/, a sua concretização/, pois, muitas das vezes, caímos no mesmo/ erro, no mesmo/ circuito, no mesmo esquema/, no mesmo/ sistema/ e sermos/tornarmos/ ainda mais corruptos que os que encontamos/, que os atuais, que os anteriores. É preciso, sim, A DIGNIFICAÇÃO DO APARELHO DO (DE) ESTADO, UM ESTADO NA VERDADEIRA ACEÇÃO DA PALAVRA.


            DO 

            CIDADÃO

           “NDO”,

            PREOCUPADO

            COM A SITUAÇÃO

            DA SUA NAÇÃO.


PÓVOA DE SANTO ADRIÃO ( SEXTA-FEIRA - 12H05 MINUTOS), 14 DE AGOSTO DE 2015.


                                                    KANKAMBALL (NDO)

Sem comentários:

Enviar um comentário