SIRVO
SEM UM CENTAVO,
O MEU POVO,
PARA QUE DEIXE DE SER ESCRAVO....
I
Vou fugir,
Para ir
Servir
O meu mano,
O meu povo,
Para que deixe de ser escravo
No seu próprio terreno,
No seu próprio chão
Na sua própria nação,
Pelo seu próprio irmão!
II
Os meus olhos
Só vêem,
Os meus ouvidos só ouvem
Barulhos
Dos gatilhos
Esprimindos pelos filhos
Da minha terra,
E as armas
Só trazem
A guerra,
Só fazem
Derramar as lágrimas
No chão que era
Sagrado
No passado!
III
Nunca pára
O choro
Daquela terra
Que tanto quero,
Que tanto adoro,
Na primavera,
No verão,
Outono
Ou no inverno,
Sobretudo,
Quando
A chuva
Lava
Bem o seu chão
No mês de agosto
Quando a visito
Nas férias !
Ó que alegrias
Traz a chuva
Para o meu povo,
Que, apesar de ainda escravo,
Se sente ainda mais vivo,
Com mais força
De esperança!
III
O tempo
Passa
E cada vez mais cansa
O corpo
Do irmão,
Que, sob o sol ardente,
Luta com muita dedicação,
Pelo pão
Do que dele, ainda está depente!
V
Na cama,
A consciência
Chama
A minha cidadania
Para os que estão famintos,
Expostos
Aos esquecimentos
De tantos
Governos
Que se tornaram
Eternos
E já se transformaram
Em donos!
Fizeram
Da minha terra, os seus reinos!
VI
Nós,
Eternos
Peregrinos,
Ébanos
Humanos,
Provincianos
Que, nos centros urbanos,
Transformamo-nos
Em palacianos
Quase divinos!
VII
No escasso
Tempo
De descanso
Do meu corpo,
Procuro a sua alegria
E harmonia
Com a mente,
Que está em permanente
Inquietação
E preocupação
Com a minha NAÇÃO,
Que está sempre em ebulição,
Para não dizer revolução
Ou regressão!
VIII
Ah! Se eu pudesse
Servir aquele
Povo doce
Catologado com uma constante crise!!!...
(Continua)
Brandoa( sexta-feira, 03: 51), 26 de fevereiro de 2021.
KK IOIÓ

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