ALELUIA … ALELUIA … ALELUIA
«Ki Ku Deus Destina Nim Satanás Ka Pudi Mainal – Guiné tem cu mela nam tchut di li pa frenti» …
«Nhu JOMAV si NINO cu bu ta copia ensaia badja figura di indigitação Tribunal ca setal el, bu acha cuma abóh - cu cunsa na gatinha nam na política - ki i na bim seta el ??? » …
--Tocámos a acordar irmãos, porque os tempos são outros e os ventos são bons ….
O Guineense hoje em dia já não pensa pequeno, como noutros tempos, e mais: dentre montes de filhos da Guiné que só veem e só meditam no Eu e no Presente, existem uns que já ganharam a consciência de que só é possível a ascensão pessoal duradoura, segura e justa na observância de um país funcional, onde os procedimentos, as instituições e as leis são amplamente respeitadas.
--Numa altura em que a bandeira de suborno é hasteada no país, numa altura em que a descrença no homem guineense e nas instituições da república cresce a velocidade de luz, numa altura em que a frase mais prostituída é «viabilizar o país» e numa altura em que a dignidade lentamente se sucumbe à mesquinhez, o Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau presenteou-nos com uma decisão que, inerentemente, patenteia a pretensão de lutar contra os desmandos e de aniquilar a delinquência político-constitucional no país.
--Penso que o dia de hoje (09 de Setembro) deve ser decretado o Dia da Justiça Nacional, na justa medida em que representa a data do proferimento da decisão judicial mais ousada, mais imprevisível, mais transparente, mais positivista, mais razoável e mais justa de sempre na história da democracia guineense.
--Mas atenção, ainda não é a hora de cantar a vitória, mas sim de se preocupar com o que se avizinha. A população deve manter ciente às novas artimanhas que, com certeza, a Presidência da República vai perpetrar, no sentido de desviar, mais uma vez, dos diretórios constitucionais.
--Espera-se uma postura firme e destemida do povo guineense, mormente do PAIGC (Patrícios, Abutres, Ignóbeis, Gananciosos e Cadastrados), para, na falta de respeito, por parte do Presidente da República, do nome a ser indicado de novo pelo partido vencedor das eleições, se mobilizar em massa para apelar a renúncia do Chefe de Estado.
--Não valerão, a meu ver, os apelos que supostamente vão contrariar a indicação (de novo) do nome do Presidente do Partido Eng. Domingos Simões Pereira para chefiar o Governo, porque sendo ele o político guineense mais apto e sendo ele o escolhido e pretendido pelo povo, nenhum nome se estampará melhor que o dele, pelo que continua a ser o nome ideal. Caso contrário, estaríamos a legitimar a pretensão do PR de ver o seu inimigo pessoal ser afastado das funções estatais.
--A reconfirmação do nome do PM demitido, caso o PAIGC for convidado a indicar o nome, não se tratará de confrontação e nem de afronta ao PR, mas sim de recuperação da vontade popular, quer numa fase imediata ou, então, numa fase mediata, isto é, com a provocação das eleições legislativas.
--Dir-me-ão: mas é atraso para o país ! Retorquirei que o atraso sim é «viabilizar» o inviabilizável, é conviver com a inconstitucionalidade e é, de resto, fomentar a desgovernação, numa clara credibilização do governo «tchapa tchapa» pretendido e legitimado pelo Presidente da República !!!
--Em relação aos Juízes do Supremo Tribunal de Justiça, importa tecer apenas dois reparos denominados de visões:
(i) – Visão radical: não foram e nem são heróis da pátria, porque apenas cumpriram as suas obrigações profissionais. Nada de embandeirar em arco!!! se tivessem vindo a cumprir as mesmas obrigações e se tivessem desde sempre comprometido com a verdade muita das palhaçadas não aconteceriam na Guiné. Como é de conhecimento geral, bastava que a justiça funcionasse na plenitude para tudo o resto funcionar, uma vez que o preto-guineense só se endireita sentindo as consequências palpáveis do seu ato;
(ii) – Visão evolutiva: aqui sim merecem uma palavra de apreço, se se considerar a velha máxima de «antes tarde do que nunca», por terem soltado os novos ventos, por terem determinação de fixar o verdadeiro sentido da Constituição, por não se deixarem vender (visto que o preço era atrativo) e, fundamentalmente, por terem resgatado a confiança dos cidadãos, (munidos de visão e de boa fé para com o país), na Justiça guineense.
A política guineense saiu envergonhada e a Justiça saiu de cara erguida e de nariz empinado como deve ser …
Só espero que esta postura do Tribunal dure uma eternidade ! Aliás, é o mínimo que se pode exigir desse órgão barómetro do sistema …
O meu orgulho nem sempre é a verdade, mas a verdade é sempre o meu orgulho !!!
Ricardo Costa e Silva.

Sem comentários:
Enviar um comentário