terça-feira, 7 de setembro de 2021

 COMPREENDER,

E APRENDER

A SER 

UM SER


I


Na vida,

Cada 

Um de nós 

É  um nómada ,

Um imigrante 

Levado pela foz

De uma fonte...


II


A retrospetiva,

Leva

Cada um à  deriva

Da  superfície,

Como uma espécie 

Da lava

De um vulcão 

Na sua fase de finalização...


III


Somos

Breves,

Porque somos

Tão  leves

Como o algodão 

Na imensidão 

Do Planeta,

Em que cada um 

Conquista,

Em que cada um

Habita!;

Um peregrino 

Sem terreno

Eterno!


IV


Somos

Efémeros;

Uns meros

Pedaços 

Imersos

Nos espaços;

Somos

Tão  fracos

Como cocos

Deitados 

E abandonados!

Somos

Voláteis,

Fúteis,

Se não formos

Amáveis 

Aos que estão ao nosso redor,

Se não tivermos

O amor!

Somos

Removíveis 

Pelo tempo 

Em qualquer campo!!!


V


E tudo acaba

Com o samba,

Quando o tempo

Nos rouba,

Nos transforma

Num simples trapo 

Sem significância!

A nossa arrogância !


VI


E tudo acaba

Com o nosso samba!

O tempo 

Rouba 

O copo

Onde bebíamos

O licor fulcral,

Findamental,

Vital!

Assim, compreendemos

Que não valemos

Nada!

Que a nossa arrogância

É uma insignificância

Nesta vida!


(Continua)


Colombo, (Colégio  Militar, Lisboa, domingo, 13h36m), 08/09/2019.


KK(NDO)

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