COMPREENDER,
E APRENDER
A SER
UM SER
I
Na vida,
Cada
Um de nós
É um nómada ,
Um imigrante
Levado pela foz
De uma fonte...
II
A retrospetiva,
Leva
Cada um à deriva
Da superfície,
Como uma espécie
Da lava
De um vulcão
Na sua fase de finalização...
III
Somos
Breves,
Porque somos
Tão leves
Como o algodão
Na imensidão
Do Planeta,
Em que cada um
Conquista,
Em que cada um
Habita!;
Um peregrino
Sem terreno
Eterno!
IV
Somos
Efémeros;
Uns meros
Pedaços
Imersos
Nos espaços;
Somos
Tão fracos
Como cocos
Deitados
E abandonados!
Somos
Voláteis,
Fúteis,
Se não formos
Amáveis
Aos que estão ao nosso redor,
Se não tivermos
O amor!
Somos
Removíveis
Pelo tempo
Em qualquer campo!!!
V
E tudo acaba
Com o samba,
Quando o tempo
Nos rouba,
Nos transforma
Num simples trapo
Sem significância!
A nossa arrogância !
VI
E tudo acaba
Com o nosso samba!
O tempo
Rouba
O copo
Onde bebíamos
O licor fulcral,
Findamental,
Vital!
Assim, compreendemos
Que não valemos
Nada!
Que a nossa arrogância
É uma insignificância
Nesta vida!
(Continua)
Colombo, (Colégio Militar, Lisboa, domingo, 13h36m), 08/09/2019.
KK(NDO)

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