• ESPECIAIS
PALEONTOLOGIA
Homo Naledi, uma nova espécie da raça humana descoberta na África do Sul
HÁ UMA HORA
"É um mistério digno de Sherlock Holmes", diz um investigador. Foi descoberto numa exígua caverna na África do Sul um "pri
• ÁFRICA DO SUL
• ARQUEOLOGIA
• HOMO NALEDI
• PALEONTOLOGIA
Cientistas dizem ter descoberto na África do Sul um novo“primo” da árvore genealógica humana que está a deixar os investigadores perplexos, não só porque há um grande mistério em torno da origem e idade das ossadas mas porque estas foram encontradas num monte de ossos que terão pertencido a, pelo menos, 15 indivíduos. Os fósseis estavam no fundo de um túnel escuro, de muito difícil acesso por ter largura inferior a 20 centímetros. “É ummistério digno de Sherlock Holmes”, diz um investigador citado pela Associated Press.
O “primo” já foi batizado: é o Homo Naledi. A descoberta deu-se no sistema de cavernas Rising Star, a cerca de 50 quilómetros de Joanesburgo. Trata-se de um sistema de cavernas onde, segundo a AP, já foram encontradas ossadas de mais de 1.500 espécimenes em cerca de dois anos. Mas poucas terão deixado os cientistas tão perplexos como estas, que exibem características que os investigadores consideram “estranhas” e “bizarras“.
Esta espécie, que se deslocava ereta, tinha mãos e pés que se assemelham ao grupo dos Homo, mas os ombros e o crânio parecem-se mais com os antepassados do Homo, mais semelhantes aos macacos, segundo os investigadores citados. Lee Berger, que liderou os trabalhos que levaram a esta descoberta, disse à AP que as ossadas deverão ter origem perto do início do grupo Homo. A confirmar-se, isso significaria que os fósseis terão entre 2,5 milhões e 2,8 milhões de anos.
Mas uma análise aos ossos mostra que estes podem ser mais recentes, o que significará que este Homo Naledi manteve algumas características fisiológicas mais tempo do que se previa. Ou, em alternativa, houve um regresso a algumas características anteriores e estas ossadas mostram esse possível retrocesso evolucional.
“É um mistério digno de Sherlock Holmes”, acrescentou um outro investigador, que não esteve envolvido no estudo. Bernard Wood, de uma universidade de Washington DC, acredita que tendo em conta o local recôndito e escuro onde foram encontradas as ossadas, e as características geológicas do local, quem colocou ali os ossos – eventualmente os próprios espécimes cujas ossadas foram encontradas – teve de recorrer a luz artificial, o que revela uma capacidade mental mais sofisticada do que se admitia.

Sem comentários:
Enviar um comentário