terça-feira, 12 de outubro de 2021

 RECORDAR

E RECODAR

E SEM TERMINAR...


O CANTO 

INFINITO


I


O homem

Que mais nada

Tem,

Vivendo na onda

Do vai-vem

Da vida,

Sem poder construir o seu próprio

Império.


II


A janela 

Que se lhe fecha,

Não lhe estimula,

Não lhe abre nem sequer  uma brecha

Para seguir em fila

E, assim lhe mancha

O percurso

E, consequentemente,lhe impede o sucesso/progresso.


III


Filho de Bolama

Que procura

Quem apenas o ama,

Quem apenas o adora,

Quem não o trama,

Quem não o conspira

E demonstra o amor verdadeiro,

Quem o prova o amor sincero.


IV


Porque desde pequenino,

Que conheceu

O abandono

De quem o concebeu,

Quando deixou cair o pano

E não o protegeu 

Do demónio,

Deixando-o no infortúnio.


V


Quero trilhar

O caminho de Camões,

Para não baralhar

Os inocentes corações

Que sonham/sonhavam trabalhar

Para a felicidade das suas populações,

Concretizando um sonho no(do) mar,

Sempre a remar.


VI


Vagueando pelo mundo

Fora, 

À demanda do desconhecido,

Pernoitou na cidade de Évora,

Com o intuito de estudar tudo

O  que apoquenta cada criatura

No seu íntimo,

Pois, cada qual pretende saber o máximo.


VII


Saber o máximo

Sobre o universo,

Sobre o máximo de si mesmo,

Para não ficar preso

Do seu egoísmo/mutismo,

Foi sempre o curso 

Que sempre inspirou o seu espírito

Para desvendar o incógnito.


VIII


O mar nunca dantes navegado,

Inspiração dos nossos antepassados

Permitiu o nosso legado

Histórico,graças aos nossos aventurados/destemidos

Marinheiros do Sado

Que partiram de Sagres

Para muitos mares

(deixando os seus lares).


IX


O meu canto

Vai bem longe 

Para cada canto,

Onde não se foge

O que eu pessoalmente pugno e luto,

Onde se elege

O valor do respeito

Da pessoa humana como um valor absoluto.


X


Camões, dai-me a força

Em cada letra

Que eu faça,

Para construir uma palavra

De esperança,

Que cubra 

O espírito

No pranto/desgosto.


XI 


Satisfeito

Com o que provém

Do meu espírito/pensamento,

Dirijo-me aos que me servem,

Neste momento,

Aos que de perto e  de longe vivem,

As minhas palavras de gratidão

Como um humilde cidadão.


XII


As lides

Das letras,

Que vós vedes 

Nas minhas metáforas,

São simples redes,

As âncoras que me seguram,

Que me amparam.


XIII


Não fujo 

As regras

Do pejo

E, assim, prossigo com garras

Como o marujo

A assegurar as armaduras

Reluzentes

Do barco,nas paragens distantes.


PV CITY (SEXTA-FEIRA, 10H45), 12 DE OUTUBRO DE 2012.

                                             

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                                              MATTOS(NDO)

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