A ESCRITA
BROTA
PELO ÍMPETO QUE A CANETA
INJETA...
I
ROGO
A DEUS PELO JOGO
QUE ME TEM DADO
AO LONGO
DO TEMPO
QUE TENHO VIVIDO...
II
O que escrevo,
Não é o que devo
Literalmente,
Socialmente,
Mas sim, o que sirvo
Como escravo
Do povo
Que muito devo.
III
A escrita
Nasce,
Aparece
Num ápice,
Quando a caneta
Bota
A tinta
E a espalha
Numa folha,
Para que toda gente
Veja o que apoquenta
A minha mente
Em transe,
Em crise
Constante,
Não só pessoal,
Mas fundamentalmente
Social.
IV
A escrita
É o testemunho
Do que tenho,
Do meu sonho
E que proponho
Que os outros saibam,
Compreendam
E entendam
A rota
Que estou seguindo,
Que estou trilhando
Dia
Após dia,
Se calhar, o destino
Do "menino"
Africano
Condenado
Como peregrino
Eterno ...!
V
O homo
Habilis,
Que chamo
O soldado da dinastia
De Avis,
Que sentia
O dever
De romper
O seu quotidiano
Monótono
Procurando
O mundo
Africano
Pelo Atlântico,
O mundo
Asiático
Pelo Indico,
Que os navegadores
Gil Eanes,
No Cabo
Bojador,
Que Bartolomeu Dias,
No Cabo
Das Tormentas,
Ousaram
E dobraram...
V
Prosseguindo
Com o meu destino
Da História,
Da memoria
Dos homens,
Dos Girondinos,
Dos Jacobinos...,
Que moldaram a História,
Por ter bebido
Na fonte dos iluministas,
" Liberté, egalité et fraternité"
Por ter inspirado
Nos ensinamentos
Do barão Montesquieu,
De Voltaire,
De Jean Jacques Rousseau,
De John Locke;
Na Enciclopédia
De Diderot,
De D,Alembert;
Nas doutrinas
René Descartes,
De Isaac Newton,
De Adam Smith,
E de tantos outros...
E que os déspotas
Esclarecidos
Tentaram
Seguir...
(Continua)
Brandoa (AMADORA, terça-feira, 4:00), 13 de Outubro de 2020.
KK

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